Cúpula do Brics na Índia reúne principais líderes globais em um momento de tensão internacional
Reuniões bilaterais e discussões sobre guerra no Oriente Médio marcam evento em Nova Délhi
A Índia realiza a 18ª cúpula do Brics nos dias 12 e 13 de setembro, com participação do presidente chinês Xi Jinping e líderes de outros países, enquanto o bloco enfrenta divisões internas.
Nesta sexta-feira (11), em Nova Délhi, o chanceler brasileiro Mauro Vieira participou de uma reunião bilateral com o chanceler da Índia, Subrahmanyam Jaishankar, como preparação para a cúpula do Brics que acontece neste fim de semana. Segundo fontes presentes na reunião, os ministros trataram das relações entre o Brasil e a Índia, além de discutir pontos que serão abordados no encontro de líderes, incluindo a complicada situação no Oriente Médio, que promete ser um dos principais pontos de divergência entre os países participantes.
A cúpula ocorre nos dias 12 e 13 de setembro, na capital indiana, e contará com a presença de figuras como o presidente russo Vladimir Putin, o líder chinês Xi Jinping, que confirmaram suas participações, e o premiê indiano Narendra Modi. Ainda de acordo com fontes, o presidente brasileiro Lula não deverá comparecer ao evento, enviando seu representante, Mauro Vieira. A presença de Xi Jinping na Índia é especialmente aguardada, pois ele viajará para o país a convite de Modi, numa tentativa de fortalecer laços e promover uma maior coesão entre os membros do bloco.
Apesar do objetivo de promover uma imagem de unidade, o Brics enfrenta sinais de fragilidade. A atual cúpula ocorre em um momento de divisões crescentes, impulsionadas por questões geopolíticas, principalmente relacionadas à guerra no Oriente Médio e a recente tensão entre países membros. Segundo análises iniciais, há uma preocupação sobre a real capacidade do grupo de apresentar uma frente unificada, uma impressão reforçada pelo fato de que, na cúpula do ano passado, realizada no Brasil, o líder chinês Xi Jinping também não participou pessoalmente. A presença de líderes de peso, como Putin e Xi, é vista como uma tentativa de manter a relevância do bloco, mesmo diante das divergências internas.
O conflito no Oriente Médio, que levou ao fechamento do Estreito de Ormuz e elevou os preços do petróleo acima de US$ 100 o barril, também é um tema delicado na agenda. Os Emirados Árabes Unidos, outro país membro, suspenderam todas as transações com o Irã devido aos ataques iranianos, o que acentuou as diferenças dentro do grupo. Ainda não há confirmação oficial sobre como esses desentendimentos podem afetar as discussões na cúpula, mas é certo que o tema será abordado com cautela pelos líderes presentes.
Segundo fontes próximas ao evento, a ideia principal é que o Brics reafirme sua vocação como fórum de interesses diversos, o que, na prática, tem gerado disputas internas e sobreposições de agendas. A expectativa é que, apesar das tensões, os membros tentem mostrar um frente comum ao mercado global e às demais nações, especialmente diante do cenário de crescente influência de hegemonias ocidentais. Ainda assim, diversas analises indicam que a ausência de maior coesão pode limitar o impacto da cúpula internacionalmente.
O que sabemos?
- A cúpula do Brics acontece nos dias 12 e 13 de setembro em Nova Délhi.
- Mauro Vieira participou de reunião bilateral com o chanceler da Índia antes do evento.
- Xi Jinping viajará à Índia para a cúpula a convite de Narendra Modi.
- A guerra no Oriente Médio é um dos temas de discussão, com divisas entre os membros.
- O presidente brasileiro Lula não comparecerá à cúpula, enviando representante.
Fontes
- CNN Brasil imprensa
- UOL Notícias imprensa
- Agência Brasil fonte oficial
- CNN Brasil imprensa
- CNN Brasil imprensa
- UOL Notícias imprensa
- Folha de S.Paulo imprensa


