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Redução no tráfego no estreito de Hormuz aumenta tensão na região

Em apuração ?

Últimos dez dias registram menor movimentação de navios desde maio após ataques a petroleiros

Navios transitando pelo estreito de Hormuz com sinais de tensão na região
Imagem: UOL Notícias

O estreito de Hormuz, uma via marítima estratégica, registra a menor média de navios em trânsito desde maio. Ataques de Saturday entre EUA e Irã elevaram os riscos marítimos e abalaram o comércio global de petróleo.

Nos últimos dez dias, a quantidade de navios de carga passando pelo estreito de Hormuz caiu para a média de dez por dia, o menor nível desde maio, segundo dados divulgados nesta segunda-feira por uma empresa de análise marítima. Essa redução ocorre após uma série de ataques a petroleiros na região, que aumentaram a tensão entre os Estados Unidos e o Irã, fatores que têm preocupado o mercado internacional. Segundo fontes, apenas dois navios cruzaram o estreito no sábado, enquanto seis fizeram a travessia no domingo, com a maioria optando pela rota iraniana, considerada mais arriscada.

Os incidentes mais graves aconteceram no sábado, quando forças americanas atacaram três petroleiros iranianos sob alegação de que navegavam por rotas não autorizadas, além de terem atacado outras três embarcações americanas em diferentes áreas do Golfo Pérsico. Segundo o Comando Central dos EUA, os ataques foram uma resposta às ações do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, que havia atacado dois navios de guerra americanos na região, após ataques anteriores aos petroleiros. Entre os três petroleiros iranianos atacados estavam Downy, Stark I e Kylo, também conhecido como Noxen, conforme nota de uma empresa de inteligência marítima.

Especialistas destacam que esses ataques representam uma "grande escalada do conflito marítimo" e apontam que petroleiros comerciais estão sendo usados como instrumentos de pressão econômica pelos países envolvidos. A Marisks, uma dessas empresas de análise, alertou que o risco para embarcações iranianas ou ligadas ao Irã é extremo, enquanto os navios ligados aos EUA ou que tenham navegação sob proteção americana também enfrentam risco considerável. Ainda não há uma confirmação oficial sobre o número total de incidentes, mas relatos indicam que, desde 6 de julho, 27 eventos envolvendo impacto de projéteis causaram danos a embarcações na região, conforme relatório semanal da UK Maritime Trade Operations.

Na última semana, um superpetroleiro e três graneleiros, carregados com metais, grãos ou oleaginosas, cruzaram o estreito de Hormuz, enquanto um petroleiro carregado com produtos refinados tentou sair da região, mas foi obrigado a retornar, segundo dados da Kpler. Nenhum superpetroleiro saiu do estreito desde quarta-feira, indicando uma possível retração na navegação, que é vista como um sinal de aumento do risco marítimo na área. A situação urge por mais confirmações oficiais, mas o clima de tensão permanece intenso no Golfo Pérsico, região de importante rota de petróleo e cuja estabilidade é vital para o mercado global.

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O que sabemos?

  • Média móvel de dez dias de navios no estreito de Hormuz caiu para dez.
  • Ataques dos EUA a três petroleiros iranianos no sábado.
  • Ações do Corpo da Guarda Revolucionária do Irã contra navios dos EUA na região.
  • Desde 6 de julho, 27 incidentes envolvendo projéteis e danos a embarcações.
  • Poucos navios grandes têm atravessado o estreito desde quarta-feira.

Fontes

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