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Governo Trump tenta novamente na Suprema Corte restringir voto pelo correio nos EUA

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Pedido de emergência busca liberar mudanças no processamento de cédulas enviadas pelo correio antes das eleições de meio de mandato

Ilustração de uma urna eleitoral e uma carta sendo enviada pelo correio
Imagem: Folha de S.Paulo

Nos Estados Unidos, o governo de Donald Trump voltou a solicitar à Suprema Corte que autorize restrições ao voto pelo correio, uma tentativa que pode influenciar significativamente o pleito de meio de mandato.

Nos Estados Unidos, o governo de Donald Trump fez um novo esforço para restringir o voto pelo correio, uma modalidade que tem sido alvo de controvérsia, especialmente nas eleições de meio de mandato previstas para acontecer nos próximos meses. Segundo informações de uma fonte do UOL Notícias, neste domingo (6), advogados do governo solicitaram à Suprema Corte um pedido de emergência para permitir a implementação de mudanças nas regras do Serviço Postal dos EUA, que processa as cédulas enviadas pelos eleitores. A proposta é que a Corte autorize a entrada em vigor dessas alterações antes de a justiça analisar o mérito do pedido, o que poderia ter impacto direto na votação antecipada ou por correspondência. De acordo com o documento apresentado, o procurador-geral dos Estados Unidos afirmou que as novas regras "não tomam para si o controle da administração das eleições pelos estados — ela apenas impõe requisitos razoáveis de preparação para determinadas correspondências relacionadas às eleições". Ainda segundo a solicitação, o plano prevê que o Serviço Postal crie listas de cidadãos por estado para ajudar a identificar quem tem direito a votar, o que gerou preocupações sobre o impacto dessa medida na fluidez do processo eleitoral. Essa ação representa a retomada de uma estratégia já empregada por Trump anteriormente e que ainda não foi decidida oficialmente. O objetivo declarado pelo governo é agilizar o envio e o recebimento das cédulas, embora especialistas e partidos tenham manifestado dúvidas sobre o efeito prático dessas mudanças na segurança e na acessibilidade do voto pelo correio. A controvérsia é grande, visto que o voto pelo correio é uma ferramenta importante para ampliar a participação, especialmente em tempos de pandemia ou em fases de dificuldade de deslocamento. Ainda não há confirmação de que a Suprema Corte tenha aprovado ou rejeitado oficialmente o pedido, e o próprio tribunal não se pronunciou até o momento. A expectativa é que essa disputa judicial seja uma das principais empecilhos antes do pleito de meio de mandato, marcado para acontecer nos próximos meses, e que pode exigir decisões finais nos tribunais máximos do país. Assim, enquanto o tema segue sendo discutido, ele representa um importante capítulo na polarização eleitoral dos EUA, envolvendo questões constitucionais, de segurança eleitoral e de direitos civis.
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O que sabemos?

  • Governo Trump pediu à Suprema Corte para autorizar restrições ao voto pelo correio.
  • Pedido foi feito neste domingo (6) como uma emergência.
  • Advogados alegam que as mudanças não controlam a administração das eleições, apenas estabelecem requisitos razoáveis.
  • Proposta inclui a criação de listas de eleitores por estado pelo Serviço Postal.
  • O pedido ainda não foi oficialmente aprovado ou rejeitado pela Suprema Corte.

Fontes

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