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Relatório da ONU alerta para possibilidade de aumento de temperatura até 2030

Em apuração ?

Cientistas e organizações mundiais discutem ações para evitar agravamento do aquecimento global

Ilustração de planeta Terra com símbolo de alerta climático
Imagem: CNN Brasil

Segundo um novo estudo da ONU, o planeta pode superar a marca de 1,5°C de aquecimento ainda em 2030, elevando riscos de mudanças climáticas irreversíveis. Especialistas ressaltam a necessidade de esforços globais na redução de emissões de carbono.

Um relatório recém-divulgado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), divulgado nesta semana, aponta que o planeta Terra pode ultrapassar a marca de 1,5°C de aumento na temperatura média global até o ano de 2030. Segundo a fonte, essa possibilidade reforça a urgência de ações coordenadas e eficazes para conter o avanço do aquecimento global, considerado uma ameaça de consequências devastadoras para o clima, os ecossistemas e a sociedade.

O relatório destaca que, mesmo com esforços temporários, ainda é possível evitar o pior cenário, mas será necessário que os países intensifiquem suas ações. De acordo com as estimativas, a eliminação gradativa do uso de combustíveis fósseis é fundamental para essa mudança, além de uma redução significativa nas fontes de emissão de gases de efeito estufa e a implementação de estratégias de remoção de carbono, como a captura de carbono na atmosfera. Ainda assim, essa combinação de medidas poderia limitar o pico do aquecimento em cerca de 1,8°C até o fim deste século.

Segundo o documento, a meta de manter o aumento de temperatura abaixo de 1,5°C foi estabelecida em 2015, durante o Acordo de Paris, que busca frear os efeitos mais severos das mudanças climáticas. Recentemente, a Corte Internacional de Justiça reforçou a necessidade de que os países apresentem compromissos concretos para cumprir essa meta até 2025. Ainda não há confirmação oficial de que todos os governos estejam alinhados às recomendações, embora a maioria tenha votado na Assembleia Geral da ONU para apoiar medidas para limitar o aquecimento global a 1,5°C.

O relatório também alerta para os riscos de um calor excessivo, como o derretimento acelerado das plataformas de gelo na Groenlândia e na Antártica Ocidental, além de possíveis alterações nas correntes marítimas responsáveis pela circulação de calor no Oceano Atlântico. Tais mudanças podem ocasionar efeitos catastróficos, como o consequente colapso de ecossistemas e a transformação da floresta amazônica em uma fonte líquida de emissões, agravando ainda mais o quadro climático global. De acordo com especialistas, até agora, esforços mundiais já evitaram cerca de 1°C de aquecimento, mas o caminho até o limite de 1,5°C ainda é incerto e depende de ações decisivas e urgentes.

Estima-se que, sem tais medidas, o aumento da temperatura pode chegar a aproximadamente 2,6°C até o final do século, o que indicaria um cenário de mudanças irreversíveis. Apesar disso, fontes indicam que as emissões de carbono têm se estabilizado globalmente, um avanço importante, embora ainda insuficiente para a total eliminação do efeito estufa causado por atividades humanas. Ainda não há, contudo, uma confirmação oficial de que o aumento de até 1,5°C seja inevitável, mas o alerta permanece forte e reforçado por estudos internacionais.

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O que sabemos?

  • Relatório da ONU estima que o planeta pode ultrapassar 1,5°C até 2030.
  • Acordo de Paris visa manter o aumento de temperatura abaixo de 2°C, preferencialmente 1,5°C.
  • A eliminação de combustíveis fósseis e remoção de carbono são ações essenciais.
  • Efeitos podem incluir derretimento de gelo, mudanças nas correntes marítimas e aumento de eventos extremos.
  • Emissões globais de carbono estão estabilizando, mas ainda não cessaram completamente.

Fontes

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