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Conflito na Ucrânia aumenta após ataque russo a Kiev e reação internacional

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Desde a noite desta segunda-feira, cidades na Ucrânia e na Rússia foram alvo de ataques com drones e mísseis, elevando tensões em meio às negociações de paz

Foto de destruição causada por mísseis em edifícios de Kiev após ataque na madrugada
Imagem: G1

Rússia ataca Kiev com mísseis e drones após saída de enviados americanos; ao menos duas pessoas morrem na Ucrânia, enquanto a Rússia registra feridos por ataques ucranianos. Polônia ativa defesa aérea; Reino Unido promete apoio militar.

Na madrugada desta terça-feira (8), a cidade de Kiev, capital da Ucrânia, foi alvo de uma série de ataques coordenados envolvendo mísseis e drones russos, poucos horas após a saída de enviados dos Estados Unidos da região, segundo informações de autoridades ucranianas. Ainda não confirmado oficialmente, a ofensiva deixou pelo menos duas pessoas mortas e dez feridas na capital, além de causar danos a edifícios residenciais e instalações civis, incluindo escolas e clínicas. O prefeito de Kiev declarou que moradores ficaram presos em prédios residenciais após os ataques, enquanto a administração militar informou que destroços de mísseis atingiram múltiplos edifícios, incluindo um de cinco andares e outro de três pavimentos.

Segundo relato da Força Aérea da Ucrânia, a madrugada foi marcada por uma intensa ofensiva russa, com a tentativa de derrubar dezenas de mísseis e 166 drones enviados contra várias regiões do país. Ainda de acordo com as autoridades ucranianas, foram abatidos 142 drones e 31 dos 32 mísseis de cruzeiro lançados, além de dois mísseis balísticos. Essa movimentação militar ocorreu em momento delicado de negociações diplomáticas, após reuniões de enviados americanos com representantes de ambos os lados, o que, segundo o Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia, pode ter motivado o aumento da hostilidade por parte de Moscou. O chanceler ucraniano afirmou em redes sociais que Vladimir Putin ordenou um ataque em larga escala logo após a saída dos diplomatas americanos, atribuindo a ofensiva à demonstração de força militar, enquanto o governo russo declarou que os ataques tiveram como alvo instalações militares e logísticas na região, incluindo o porto de Chornomorsk, no Mar Negro.

Além do conflito na Ucrânia, a situação se repercutiu internacionalmente. A Polônia, integrante da Otan, respondeu às ações russas com operações aéreas preventivas, mobilizando suas aeronaves e suspendendo temporariamente atividades no aeroporto de Lublin. A medida, prevista para aumento da segurança diante da chamada ‘guerra de drones’, busca proteger sua fronteira e infraestrutura diante da escalada do conflito. Paralelamente, o Reino Unido anunciou um pacote de 100 milhões de libras para reforçar a defesa ucraniana, em mais uma demonstração de apoio internacional à resistência no país. Ainda não há confirmação se outras nações da Europa irão reforçar suas ações, mas o cenário de conflito permanece tenso, com o aumento das ações militares e a instabilidade na região.

Na Rússia, ações de drones ucranianos também deixaram feridos na região de Saratov, às margens do rio Volga, onde uma grande refinaria da estatal Rosneft foi atingida. Ainda segundo informações ainda não confirmadas oficialmente, uma pessoa morreu em ataque na região de Starodub, na fronteira com a Ucrânia, causando mais inquietação em uma área já sob forte pressão de conflitos. Autoridades locais relataram explosões em diferentes regiões, stigmatizando o aumento do combate e a participação de múltiplos atores na guerra. Enquanto isso, o conflito segue sem previsão de resolução imediata, e o mundo acompanha de perto os desdobramentos das ações militares e diplomáticas.

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O que sabemos?

  • Rússia atacou Kiev com mísseis e drones na madrugada de terça-feira.
  • Ao menos duas pessoas morreram na Ucrânia, e dez ficaram feridas.
  • Drones ucranianos atingiram Saratov, na Rússia, causando feridos.
  • Ucrânia abateu 142 drones e 33 mísseis russos durante a madrugada.
  • Polônia mobilizou operações aéreas preventivas; Reino Unido anunciou apoio financeiro de 100 milhões de libras.

Fontes

  • G1 imprensa
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