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Vitória da extrema direita na Alemanha provoca incerteza entre imigrantes e ativistas

Em apuração ?

Após eleição na Saxônia-Anhalt, medo cresce entre migrantes diante de possível poder da AfD

Ativistas e imigrantes reunidos em Magdeburgo diante de resultados eleitorais
Imagem: Folha de S.Paulo

Dezenas de ativistas favoráveis aos migrantes se reuniram após a eleição estadual na Alemanha, preocupados com o crescimento da extrema direita no país. A vitória da AfD (Alternativa para a Alemanha) fortalece a possibilidade de formação de uma coalizão de governo, o que pode impactar comunidades estrangeiras no estado.

Após o encerramento das urnas na eleição estadual na Alemanha, ocorrido no último dia 6, uma reunião de ativistas favoráveis aos migrantes em Magdeburgo, capital de Saxônia-Anhalt, revelou um clima de apreensão. Segundo relatos de um participante, que é assistente social natural da Costa do Marfim, a ansiedade se intensificou ao surgirem os primeiros resultados de boca de urna, apontando uma vantagem significativa para a partido de extrema direita, a AfD (Alternativa para a Alemanha). Quando os números oficiais confirmaram a vitória esmagadora da legenda, muitos presentes decidiram se retirar antecipadamente, alguns em lágrimas, e a atmosfera ficou marcada pelo silêncio e uma sensação de desânimo, de acordo com o mesmo interlocutor.

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Segundo a fonte, a crescente hostilidade contra estrangeiros nos meses que antecederam a eleição estaria por trás desse sentimento de desespero. Ainda não confirmado oficialmente, esse aumento de tensão gerou inquietação entre imigrantes, refugiados e apoiadores, que agora aguardam com preocupação os desdobramentos políticos. Ainda não há confirmação se a AfD, apesar de não ter conquistado a maioria absoluta no Parlamento estadual, conseguirá formar uma coalizão com partidos menores, uma eventualidade que traria a primeira experiência de governo de uma legenda de extrema direita na história recente de um estado alemão desde 1945.

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As propostas da AfD durante a campanha incluem deportações em massa de refugiados, substituição de trabalhadores estrangeiros por alemães e uma reorientação da educação para o fortalecimento do orgulho étnico alemão. A legenda prometeu ainda retirar recursos de centros de apoio a migrantes e de organizações sem fins lucrativos voltadas a essa população. Ulrich Siegmund, principal representante do partido na Saxônia-Anhalt, teria declarado disposição para usar equipamentos militares para efetuar deportações, embora essa afirmação ainda não tenha sido oficializada pelo partido. Essa postura reforça os receios de que políticas mais radicais possam ser implementadas, provocando deslocamentos internos ou até migração para outros estados ou países pelos próprios imigrantes, que também manifestam dúvidas sobre a segurança de sua permanência na região.

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Instituições acadêmicas e ativistas ainda tentam se organizar diante do cenário de incerteza. Estudantes internacionais, por exemplo, esperam que suas universidades cumpram a promessa de proteção contra retaliações, enquanto organizações de direitos humanos procuram estratégias para garantir a segurança de pessoas vulneráveis. Essa situação revela uma mudança de clima na Alemanha, onde migrantes e seus apoiadores vivem a expectativa do que uma possível coalizão de extrema direita pode representar no cotidiano das suas vidas. Até o momento, a reportagem tentou contato com representantes oficiais da AfD na região, mas ainda não obteve resposta formal, o que reforça o caráter de apuração e o quanto as tensões ainda estão sendo desenhadas na política local.

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O que sabemos?

  • A eleição estadual na Saxônia-Anhalt ocorreu no dia 6.
  • A vitória da AfD foi confirmada após a divulgação dos resultados de boca de urna.
  • Ativistas favoráveis aos migrantes se reuniram após o resultado e ficaram apreensivos.
  • A AfD pode formar uma coalizão de governo com apoio de um partido menor, mesmo sem maioria absoluta.
  • Propostas da AfD incluem deportações em massa, substituição de trabalhadores estrangeiros e fortalecimento do nacionalismo.

Fontes

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