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Navios de guerra da Nova Zelândia atravessam o Estreito de Taiwan em missão regional

Em apuração ?

Ação ocorre em meio às tensões na região do Indo-Pacífico, destacando a navegação internacional e a prática de rotina militar

Navios da Nova Zelândia cruzando o Estreito de Taiwan em ação militar
Imagem: CNN Brasil

Dois navios de guerra da Nova Zelândia cruzaram o Estreito de Taiwan na última semana, em uma movimentação considerada normal por Wellington, mas que reforça as tensões na área entre China, Taiwan e potências aliadas.

Na última semana, especialmente no dia 18 de setembro, navios de guerra pertencentes à Força de Defesa da Nova Zelândia fizeram uma passagem pelo Estreito de Taiwan, uma rota marítima de grande importância internacional, durante uma missão de três meses na região do Indo-Pacífico. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (21) pela própria Força de Defesa neozelandesa. Segundo o porta-voz da instituição, os deslocamentos demonstram "nosso interesse e compromisso contínuos com a região".

Os dois navios envolvidos foram a fragata Te Mana e o navio-tanque Aotearoa. De acordo com a fonte, a passagem aconteceu de forma segura e profissional, seguindo o que eles chamam de "direito internacional, em águas internacionais". O primeiro-ministro da Nova Zelândia, Christopher Luxon, declarou que a ação foi uma rotina, e destacou que não esperava uma reação negativa da China, principal parceira comercial do país. Luxon ainda ressaltou que a dinâmica foi feita de maneira segura e em conformidade com os padrões internacionais.

Até o momento, o Ministério da Defesa da China não se pronunciou oficialmente sobre a passagem, apesar de relatos de que Pequim realizou um levantamento das águas ao leste de Taiwan. Ainda assim, a China reivindica Taiwan, que é governado democraticamente, como parte de seu território, uma posição que Taipei rejeita veementemente. Países como Estados Unidos e Taiwan afirmam que o Estreito de Taiwan é uma via marítima internacional e essencial para o comércio global, sendo utilizada por cerca de metade dos navios porta-contêineres do mundo. A relação entre China e Taiwan permanece tensa, especialmente após uma série de atividades militares realizadas por Pequim ao redor da ilha nos últimos cinco anos, incluindo exercícios e patrulhas próximas ao estreito.

Segundo fontes que acompanham a região, o navio Aotearoa foi monitorado por forças chinesas na sua última passagem, em novembro de 2025, quando houve inclusive ataques simulados por aviões chineses. Além disso, navios e aeronaves chinesas têm acompanhado rotineiramente as movimentações dos aliados americanos na região, como forma de monitoramento constante. Estados Unidos e outros aliados, incluindo o Canadá e o Reino Unido, frequentemente também realizam passagens pelo estreito, o que gera críticas por parte de Pequim, que reforça sua postura de que a China detém soberania sobre Taiwan e que o uso de força nunca foi descartado para atingir esse objetivo.

O episódio reforça a sensível dinâmica geopolítica do Indo-Pacífico, onde deslocamentos militares de países aliados à Taiwan, como a Nova Zelândia, continuam a ser interpretados como demonstrações de apoio à democracia na ilha, mesmo sem relações diplomáticas formais. Ainda não há uma confirmação oficial de que a China tenha tomado qualquer atitude além do levantamento de informações, e o Ministério da Defesa chinês não se manifestou oficialmente até o momento.

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O que sabemos?

  • Navios da Nova Zelândia cruzaram o Estreito de Taiwan em 18 de setembro.
  • A passagem foi parte de uma missão de três meses na região do Indo-Pacífico.
  • Navios envolvidos: fragata Te Mana e navio-tanque Aotearoa.
  • A atividade foi classificada pelo Primeiro-Ministro da Nova Zelândia como rotina.
  • China ainda não se pronunciou oficialmente sobre a passagem, mas monitorou a atividade.

Fontes

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