Coreia do Norte afirma que sanções internacionais não irão impedir seu progresso
País garante que continuará sua cooperação econômica e defesa, apesar de relatórios de sanções
A Coreia do Norte disse nesta segunda-feira que não será impedida por sanções internacionais de avançar em seu desenvolvimento econômico e militar, criticando relatórios de um grupo da ONU sobre violações.
Na última segunda-feira, a Coreia do Norte declarou que continuará a avançar em seu desenvolvimento, independentemente das sanções impostas por entidades internacionais. Segundo a agência estatal KCNA, um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores afirmou que o país não tolerará tentativas de forças hostis que tentem restringir sua cooperação com outros países. A declaração reforça a resistência do regime norte-coreano diante de pressões internacionais, e destaca que nenhuma sanção nova pode impedir seu progresso ou suas ações de defesa.
A controvérsia surgiu após a divulgação, em 16 de setembro, de um relatório elaborado por um grupo da ONU chamado Equipe Multilateral de Monitoramento de Sanções (MSMT). Segundo esse documento, a Coreia do Norte continua enviando trabalhadores ao exterior, violando resoluções do Conselho de Segurança da ONU. Estima-se que entre 35.600 e 101.280 norte-coreanos estejam empregados em pelo menos 17 países, principalmente China e Rússia, gerando uma receita entre US$ 450 milhões e US$ 800 milhões anuais para o regime, recursos estes que seriam utilizados para financiar programas de armas nucleares e mísseis balísticos.
O relatório também acusa que o país, apesar das sanções, mantém uma cooperação econômica normal com outras nações, o que, na visão do governo norte-coreano, é uma atividade legítima. Ainda assim, a equipe da ONU pediu que os países reforcem a implementação das resoluções, incluindo a repatriação de trabalhadores nord-coreanos e a recusa de novas autorizações de trabalho. Segundo a reportagem, 11 países fazem parte desse grupo de monitoração, incluindo Estados Unidos, Coreia do Sul, Japão, França, Alemanha, Canadá, Austrália, Reino Unido, Itália, Holanda e Nova Zelândia, embora a confirmação de algumas dessas informações ainda aguarde confirmações oficiais.
Por ora, a Coreia do Norte mantém sua postura de que suas ações e cooperação internacional não serão interrompidas por sanções ou relatos externos. A questão permanece delicada: enquanto o país insiste na legitimidade de suas atividades, a comunidade internacional busca pressionar Pyongyang a cumprir as resoluções da ONU, tentando limitar recursos e movimentações que possam levar ao avanço de seu programa nuclear.
O que sabemos?
- A Coreia do Norte afirma que sanções internacionais não impedem seu desenvolvimento.
- Relatório da ONU indica envio de trabalhadores ao exterior, violando sanções.
- Estima-se que entre 35.600 e 101.280 norte-coreanos estejam empregados em outros países.
- País gera receita de até US$ 800 milhões com trabalhadores no exterior para financiar armas nucleares.
Fontes
- CNN Brasil imprensa





