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Descoberta revela nome de cachorro do Antigo Egito em tumba da 18ª Dinastia

Em apuração ?

Identificação foi possível graças a técnicas de processamento de imagem em escavações no Egito

Representação de um cachorro esguio em escavação egípcia antiga
Imagem: Aventuras na História

Arqueólogos encontraram uma inscrição com o nome de um cachorro na tumba de um escriba da época dos faraós, trazendo novo entendimento sobre a importância de animais na cultura egípcia antiga.

Uma revelação intrigante atravessou os estudos arqueológicos recentes no Egito, quando pesquisadores anunciaram a identificação de um nome de cachorro na tumba de um escriba da 18ª Dinastia. Segundo fontes ouvidas pelo portal Archaeology News, a descoberta aconteceu em uma escavação no sítio de Sheikh ‘Abd el-Qurnah, na região da necrópole tebana, onde está localizada a tumba do funcionário conhecido como User, que tinha funções de escrevinha e mordomo do faraó Tutmés I.

O mais surpreendente é que, além de cenas de oferendas e representações de pessoas, a tumba revela quatro cenas de animais, sendo que pelo menos três delas mostram cachorros sentados sob a cadeira de User. Esses cães, segundo análises, têm características físicas similares às de uma raça conhecida como sloughi, um cão esguio de pernas longas, orelhas caídas e cauda curvada, representado na arte egípcia do Novo Reino. Porém, a quarta cena está bastante danificada, dificultando a confirmação de que outro animal estivesse presente na cena.

Antes dessa descoberta, somente dois nomes de cachorros eram conhecidos na literatura egípcia antiga, sendo um deles “Forte” e o outro “Fiel”. A novidade passou a ser a atribuição de um terceiro nome, encontrado de forma quase invisível na pintura original, após análise com técnicas avançadas de processamento de imagem. Assim, os especialistas puderam identificar uma inscrição no topo de um cachorro representado sob a cadeira de User, que ficou conhecida como dwȝ.ty, termo que, do ponto de vista linguístico, quer dizer algo como “Ele-do-Submundo”. Essa expressão está relacionada a Anúbis, divindade responsável pelos rituais funerários no Egito antigo.

A maneira peculiar como esse nome foi inscrito chamou atenção, pois ele difere do padrão usual. Normalmente, nomes de cães egípcios contavam com um determinativo — um símbolo que indica a categoria ou a aparência do animal — geralmente um cachorro em pé, com orelhas levantadas e cauda enrolada. No caso do nome novo, o determinativo retrata um cachorro sentado, bem semelhante à posição do animal na cena, além de uma coleira e uma pelagem branca com desenho ondulado avermelhado. Para os pesquisadores, essa representação reforça a ligação do animal à ideia de origem ou de uma entidade relacionada ao submundo egípcio.

Por enquanto, essa descoberta aguarda validação de outros especialistas e fontes adicionais, porque a informação vem de uma publicação de “Aventuras na História”, e ainda não houve confirmação oficial de outros órgãos arqueológicos. O que é certo é que essa mesma tumba revela uma conexão importante entre o papel dos animais e a preservação de memórias na cultura egípcia antiga. A pesquisa continua, mas o que se sabe até o momento é que a inscrição inédita amplia o entendimento sobre a relação dos egípcios com os cães, que, além de companheiros, possivelmente tinham uma função simbólica ligada às crenças e rituais funerários.

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O que sabemos?

  • A tumba de User, escriba e mordomo do faraó Tutmés I, foi escavada em Sheikh ‘Abd el-Qurnah.
  • Foram identificados nomes de pelo menos três cachorros representados na tumba.
  • O nome recém-descoberto é dwȝ.ty, associado ao conceito de origem e ao submundo, possivelmente relacionado à divindade Anúbis.
  • A técnica de processamento de imagem foi essencial para tornar visível a inscrição atualmente ilegível na pintura original.

Fontes

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