Wall Street fecha em baixa diante da tensão entre EUA, Irã e alta do petróleo
Venda global de títulos e disparada nos preços do petróleo preocupam investidores
Os principais índices acionários dos Estados Unidos encerraram esta terça-feira (1°) em queda significativa, influenciados pelo aumento das hostilidades no Oriente Médio e pela elevação dos rendimentos dos títulos soberanos globais, sinalizando apreensão no mercado financeiro.
Wall Street registrou forte queda nesta terça-feira (1°), marcada por uma onda global de vendas de títulos e a disparada nos preços do petróleo, em meio ao arrefecimento das expectativas de que o conflito entre os Estados Unidos, Israel e Irã tenha uma solução rápida. Segundo a apuração, os três principais índices de ações americanos iniciaram setembro em baixa, refletindo o impacto do aumento das tensões no Oriente Médio, o que elevou a cotação do petróleo no mercado internacional.
O cenário financeiro ficou ainda mais pressionado com o aumento dos rendimentos da dívida soberana mundial, que alcançaram máximas que não se viam há vários anos. Isso demonstra que os investidores estão cada vez mais confiantes de que os bancos centrais terão que acelerar o ritmo de elevação das taxas de juros para conter a inflação. Nesse contexto, o rendimento dos títulos do Tesouro dos EUA, considerados referência global, seguiu em alta, depois de atingir o ponto mais elevado nos últimos 19 meses na segunda-feira, 31 de agosto.
Ross Mayfield, analista de estratégia de investimentos da Baird, em Louisville, Kentucky, comentou que "após os comentários agressivos de Kevin Warsh na sexta-feira, tivemos ataques no Irã e o preço do petróleo subiu". Para Mayfield, essa combinação de fatores representa "a combinação perfeita para um dia de aversão ao risco em um mercado que está sendo negociado perto de suas máximas históricas".
Além das tensões geopolíticas, a temporada também contribui para um humor cauteloso entre os investidores. Dados da Fisher Investments, citados pela CNN Brasil, indicam que setembro historicamente é o pior mês para o mercado de ações, apresentando o único retorno médio negativo desde 1926.
No mercado brasileiro, enquanto o mundo financeiro global se manteve instável, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou um aumento dos recursos próprios destinados ao fundo Brasil Soberano 3, que passou a contar com R$ 9,1 bilhões. Já o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil foi listado em quinto lugar em um ranking de crescimento entre 50 países, o que mostra que apesar do cenário internacional turbulento, alguns indicadores nacionais ainda apresentam sinais positivos.
O que sabemos?
- Os três principais índices da bolsa americana fecharam em baixa no dia 1° de setembro.
- A queda foi influenciada pela venda global de títulos e alta dos preços do petróleo.
- O rendimento dos títulos do Tesouro dos EUA atingiu o nível mais alto em 19 meses na segunda-feira, 31 de agosto.
- Kevin Warsh fez comentários agressivos na sexta-feira anterior.
- Após esses comentários, ocorreram ataques no Irã e o preço do petróleo subiu, segundo Ross Mayfield.
- Os rendimentos da dívida soberana global alcançaram máximas não vistas há vários anos.
- Setembro é historicamente o pior mês para o mercado de ações, com retorno médio negativo desde 1926, segundo dados da Fisher Investments.
- O BNDES aumentou os recursos próprios do fundo Brasil Soberano 3 para R$ 9,1 bilhões.
- O PIB do Brasil ficou em quinto lugar em ranking de crescimento considerando 50 países.
Fontes
- CNN Brasil imprensa




