Economia

Processo nos EUA questiona alegações da Starbucks sobre bebidas 'sem açúcar'

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Consumidores alegam que rede de cafeterias anunciou bebidas proteicas com lactose como livres de açúcar, violando legislação federal americana

Imagem: G1

Uma ação coletiva nos Estados Unidos aponta que a Starbucks estaria equivocadamente comercializando oito bebidas como 'sem açúcar', embora contenham lactose, um açúcar natural do leite. A denúncia sustenta que a legislação proíbe a descrição nesses termos para produtos com mais de 0,5 g de açúcar.

Na manhã desta sexta-feira (2), uma denúncia judicial foi apresentada contra a Starbucks nos Estados Unidos, acusando a gigante do setor de cafeterias de divulgar falsamente oito de suas bebidas proteicas como "sem açúcar". Segundo a ação coletiva, apresentada por consumidores ao longo do país, as bebidas em questão contêm lactose, o açúcar naturalmente presente no leite, o que, na avaliação dos autores da denúncia, contradiz a legislação federal americana que regula o uso do termo "sem açúcar".

De acordo com a denúncia, consumidores não esperariam encontrar entre 13 e 21 gramas de açúcar em porções de 20 ou 24 onças (equivalente a aproximadamente 591 a 710 ml) de bebidas anunciadas como livres de açúcar. A lei americana, ainda não confirmada oficialmente pela Starbucks, estabelece que produtos que tenham mais de 0,5 grama de açúcar por porção de 355 ml (12 onças) não podem ser comercializados como "sem açúcar".

Segundo a fonte, a acusação também ressalta que a Starbucks teria tentado se aproveitar do interesse de aproximadamente 75% dos norte-americanos que desejam reduzir ou eliminar o consumo de açúcar, promovendo essas bebidas sob uma alegação enganosa. Ainda de acordo com a denúncia, a empresa não teria fornecido as advertências obrigatórias por lei federal, que informam que as bebidas proteicas não são alimentos de baixa caloria nem indicadas para o controle de peso, o que reforçaria a suposta tentativa de manipulação do consumo.

Até o momento, a Starbucks, com sede em Seattle, ainda não se pronunciou oficialmente sobre o processo, que foi protocolado na última sexta-feira e tem como foco a suposta violação às normas de rotulagem e propaganda de alimentos nos Estados Unidos. A rede de cafeterias também não confirmou detalhes sobre as bebidas específicas que teriam sido alvo da disputa ou sobre possíveis mudanças em seu marketing.

Embora a ação judicial esteja em andamento, a apuração ainda não confirmou oficialmente se as bebidas realmente continham níveis de açúcar acima do permitido ou se houve alguma irregularidade na comunicação. O caso levanta questionamentos sobre a transparência na rotulagem de produtos alimentícios no mercado norte-americano e a estratégia de marketing das grandes redes de fast-food e bebidas.

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O que sabemos?

  • Uma ação coletiva foi apresentada nos EUA contra a Starbucks.
  • A denúncia afirma que oito bebidas proteicas da Starbucks são "sem açúcar", embora contenham lactose.
  • Segundo a legislação federal, produtos com mais de 0,5 g de açúcar por porção de 355 ml não podem ser rotulados como "sem açúcar".
  • Consumidores alegam que a Starbucks tenta capitalizar o aumento do interesse em reduzir o consumo de açúcar.

Fontes

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