Brasil cresce 0,5% no segundo trimestre de 2026 e fica em 5º lugar em ranking global
Expansão desacelera, mas país mantém desempenho superior a potências e deve subir no ranking econômico mundial
O PIB brasileiro apresentou crescimento de 0,5% entre abril e junho de 2026, insuficiente para manter ritmo anterior, mas que garantiu ao país a quinta melhor taxa entre 50 economias avaliadas pela Austin Rating. A agropecuária foi o setor que mais contribuiu para essa expansão, enquanto o consumo das famílias mostra sinais de enfraquecimento, segundo economistas.
O Brasil registrou crescimento de 0,5% no Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre de 2026 em comparação ao primeiro trimestre do mesmo ano, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (1º). Apesar de uma desaceleração no ritmo de expansão, o país alcançou a quinta posição no ranking mundial de crescimento trimestral da Austin Rating, ficando à frente de economias como Estados Unidos, Alemanha e Reino Unido.
De acordo com o levantamento que avaliou 50 países, somente Irlanda (1%), Indonésia (0,9%), Angola (0,7%) e Malásia (0,6%) tiveram desempenho superior ao do Brasil neste período. O economista-chefe da Austin Rating, Alex Agostini, avaliou o resultado como positivo, mas chamou atenção para a pressão inflacionária causada pela expansão fiscal. Ele também destacou o enfraquecimento do consumo das famílias como fator preocupante para a continuidade do crescimento econômico.
O avanço do PIB no segundo trimestre foi puxado principalmente pela agropecuária, segmento que performou melhor em relação aos outros setores econômicos, conforme informações do IBGE. Entretanto, as demais atividades econômicas apresentaram sinais de arrefecimento, contribuindo para a desaceleração geral. Ainda assim, o Brasil superou a China, que ficou na 19ª posição no ranking da Austin Rating, em um contexto de desaceleração entre os países emergentes, efeito também atribuído pelos especialistas ao conflito no Oriente Médio.
O crescimento brasileiro no segundo trimestre é um indicativo da capacidade do país de manter sua posição entre as maiores economias globais. Segundo projeções compiladas pelo economista Alex Agostini com base em dados do Fundo Monetário Internacional (FMI), o Brasil deve encerrar 2026 na 10ª maior economia do mundo, elevando-se do 11º lugar ocupado em 2025, e alcançar a 9ª posição em 2027, superando a Rússia no ranking do PIB em dólares.
Além da expansão econômica, questões globais como o aumento no preço do petróleo, impulsionado por tensões na região do Oriente Médio, têm impactado as dinâmicas internacionais e nacionais. Apesar desses desafios, o desempenho do Brasil no segundo trimestre de 2026 evidenciou resiliência em meio a um cenário externo volátil, o que deverá ser acompanhado de perto nos próximos meses para avaliar a sustentabilidade da recuperação econômica.
O que sabemos?
- O PIB do Brasil cresceu 0,5% no segundo trimestre de 2026 em comparação ao primeiro trimestre, segundo IBGE.
- O país ficou em 5º lugar no ranking mundial de crescimento trimestral da Austin Rating, entre 50 países.
- A agropecuária foi o principal setor responsável pela expansão do PIB nesse período.
- Projeções indicam que o Brasil deve subir para a 9ª maior economia do mundo em 2027, superando a Rússia.
Fontes
- G1 imprensa
- CNN Brasil imprensa




