Economia

Lucro do Banco da Amazônia cai 38,6% no primeiro semestre com aumento da inadimplência no agronegócio

Em apuração ?

Instituição financeira enfrenta crescimento dos pedidos de recuperação judicial no setor rural e elevação das perdas esperadas para ativos financeiros

Agência do Banco da Amazônia com clientes e bancários
Imagem: CNN Brasil

O Banco da Amazônia registrou lucro líquido de R$ 353,1 milhões no primeiro semestre, com queda de 38,6% em relação ao ano anterior, impactado pelo aumento da inadimplência e maiores perdas esperadas para ativos financeiros, especialmente no segmento rural.

O Banco da Amazônia registrou lucro líquido de R$ 353,1 milhões no primeiro semestre deste ano, conforme divulgado na noite de sexta-feira (28), uma queda de 38,6% em comparação ao mesmo período do ano passado. Segundo o banco, esse resultado mais baixo foi influenciado pela elevação das perdas esperadas para ativos financeiros, um indicador que mostra maior precaução diante do risco de inadimplência.

A carteira de crédito do banco, no entanto, registrou crescimento de 7,1% em relação ao ano anterior, alcançando R$ 67,3 bilhões. No entanto, a inadimplência acima de 90 dias subiu significativamente, passando de 3,29% para 6,01%. O Banco da Amazônia atribui essa piora a um ambiente mais desafiador para o risco de crédito, especialmente no segmento rural, que enfrenta um aumento nos pedidos de recuperação judicial no agronegócio.

O relatório também apontou que a inadimplência na carteira de pessoa física aumentou 3,4 pontos percentuais em um ano, alcançando 6,9%. Já a inadimplência no segmento de pessoa jurídica subiu 2,1 pontos, para 5,1%. Esses números reforçam o cenário de maior pressão sobre a qualidade do crédito da instituição.

As receitas totais do banco somaram R$ 3,90 bilhões no primeiro semestre, uma leve queda em relação aos R$ 3,98 bilhões obtidos no mesmo período do ano passado. Enquanto isso, as despesas de intermediação financeira cresceram 17,7%, chegando a R$ 2,48 bilhões, e as outras despesas operacionais aumentaram ainda mais, 23,7%, totalizando R$ 1,01 bilhão. Esse aumento nos custos também contribuiu para a redução da rentabilidade da instituição.

Por fim, o retorno sobre o patrimônio líquido médio (ROAE), que mede a eficiência do banco em gerar lucro com o capital dos acionistas, caiu 4,97 pontos percentuais, para 12,4%.

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O que sabemos?

  • O Banco da Amazônia teve lucro líquido de R$ 353,1 milhões no primeiro semestre, queda de 38,6% em relação ao mesmo período do ano anterior.
  • A queda no lucro está ligada à elevação das perdas esperadas para ativos financeiros.
  • A carteira de crédito cresceu 7,1%, alcançando R$ 67,3 bilhões.
  • A inadimplência acima de 90 dias passou de 3,29% para 6,01%.
  • O banco destaca um ambiente de maior deterioração do risco de crédito, especialmente no segmento rural, com aumento dos pedidos de recuperação judicial no agronegócio.
  • A inadimplência na carteira de pessoa física subiu 3,4 pontos percentuais, para 6,9%, e na pessoa jurídica 2,1 pontos, para 5,1%.
  • As receitas totais foram de R$ 3,90 bilhões, com leve queda ante o ano anterior.
  • As despesas de intermediação financeira aumentaram 17,7%, para R$ 2,48 bilhões, e as outras despesas operacionais cresceram 23,7%, para R$ 1,01 bilhão.
  • O ROAE caiu 4,97 pontos percentuais, ficando em 12,4%.

Fontes

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