Economia

Dívida bruta do governo alcança 82,5% do PIB em julho, maior nível desde 2021

Em apuração ?

Alta da dívida foi influenciada por juros nominais, emissões de dívida e variação do PIB; setor público consolidado registra superávit

Gráfico da dívida bruta do governo geral em porcentagem do PIB
Imagem: CNN Brasil

Relatório do Banco Central revela que dívida bruta do governo geral atingiu R$ 10,9 trilhões em julho, correspondendo a 82,5% do PIB. Apesar da elevação, superávit fiscal foi positivo no mês, revertendo déficits anteriores.

A dívida bruta do governo geral – que inclui o governo federal, o INSS, os governos estaduais e municipais – subiu para 82,5% do Produto Interno Bruto (PIB) em julho, totalizando R$ 10,9 trilhões. O percentual é o maior desde abril de 2021, quando estava em 82,62%, segundo dados do relatório "Estatísticas Fiscais", divulgado pelo Banco Central na segunda-feira (31).

O aumento de 0,6 ponto percentual em relação ao mês anterior foi atribuído principalmente ao crescimento de 0,8 ponto percentual nos juros nominais apropriados, à alta de 0,2 ponto percentual nas emissões líquidas de dívida e à queda de 0,5 ponto percentual no efeito da variação do PIB nominal, conforme detalhou o BC. No acumulado do ano, a dívida cresceu 3,9% em relação ao PIB.

O maior patamar da dívida até hoje foi registrado em outubro de 2020, quando atingiu 87,66% do PIB. Quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tomou posse em janeiro de 2023, esse indicador estava em 71,38% do PIB, ressaltou a fonte.

Apesar da alta da dívida bruta, o setor público consolidado registrou um superávit de R$ 1,4 bilhão em julho, revertendo o déficit de R$ 55,3 bilhões de junho e o déficit de R$ 66,6 bilhões em julho do ano passado. No governo central, o superávit foi ainda mais expressivo, somando R$ 11 bilhões. Já os governos regionais e as empresas estatais apresentaram déficits de R$ 8,5 bilhões e R$ 1,1 bilhão, respectivamente.

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O que sabemos?

  • Dívida bruta do governo geral alcançou R$ 10,9 trilhões, ou 82,5% do PIB, em julho de 2023.
  • A alta de 0,6 ponto percentual em dívida foi puxada por juros nominais mais elevados e emissões líquidas de dívida.
  • Superávit fiscal de R$ 1,4 bilhão foi registrado no setor público consolidado em julho, contra déficit em meses anteriores.
  • Maior dívida histórica foi em outubro de 2020, em 87,66% do PIB; em janeiro de 2023, dívida era de 71,38% do PIB.

Fontes

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