Dívida pública brasileira atinge maior patamar em cinco anos
Índice chega a 82,5% do PIB em julho, segundo Banco Central
Em julho de 2024, a dívida bruta do governo geral alcançou 82,5% do Produto Interno Bruto, o maior nível desde abril de 2021. O governo enviou ao Congresso o orçamento para 2027 com previsão de superávit primário de R$ 20 bilhões.
A dívida bruta do governo geral (DBGG) do Brasil chegou a 82,5% do Produto Interno Bruto (PIB) em julho de 2024, o maior índice registrado desde abril de 2021, conforme dados divulgados pelo Banco Central nesta segunda-feira, 31 de julho. A DBGG inclui as dívidas do governo federal, dos estados, municípios e do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Nominalmente, a dívida totaliza aproximadamente R$ 10,9 trilhões. Em relação a junho, o índice cresceu 0,6 ponto percentual. Em abril de 2021, auge da pandemia da Covid-19, a dívida pública esteve em patamar de 82,62% do PIB, período marcado por aumento dos gastos públicos para conter os efeitos da crise.
Desde o início do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em janeiro de 2023, a dívida bruta passou de 71,68% do PIB, registrado em dezembro de 2022, para o atual nível de 82,5%, um aumento de mais de 10 pontos percentuais. Em entrevista recente à TV Globo, Lula minimizou a elevação da dívida.
O governo Lula enviou nesta segunda-feira o projeto do Orçamento para 2027 ao Congresso Nacional, que prevê um superávit primário efetivo de R$ 20 bilhões. Esse valor representa a melhor previsão fiscal apresentada desde 2014, quando o superávit estimado para 2025 alcançava R$ 86 bilhões, em valores da época.
O que sabemos?
- A dívida bruta do governo geral alcançou 82,5% do PIB em julho de 2024, segundo o Banco Central.
- O valor nominal da dívida é cerca de R$ 10,9 trilhões.
- Desde o início do terceiro mandato de Lula, a dívida subiu mais de 10 pontos percentuais, de 71,68% para 82,5% do PIB.
- O Orçamento de 2027 prevê superávit primário de R$ 20 bilhões, considerado o melhor desde 2014, mas especialistas apontam que metas maiores serão necessárias para conter a dívida.
Fontes
- Folha de S.Paulo imprensa





