Jovem que buscava ostentar revela motivações por trás do consumo excessivo
De compras parceladas a busca por status: história de uma jovem de 18 anos ilustra o fenômeno do consumo de luxo
Uma jovem de 18 anos compartilhou sua trajetória de adquirir bens de luxo e o porquê de seu comportamento, explicando que a ostentação muitas vezes funciona como uma forma de autoafirmação social.
Segundo uma fonte especializada na análise do comportamento de consumo, uma jovem de 18 anos, que ainda não foi identificada oficialmente, contou em entrevista que suas primeiras experiências de compra foram marcadas por desejos de ostentar e buscar o melhor, mesmo que isso significasse parcelar ou gastar além de suas possibilidades financeiras.
A jovem afirmou que, ao receber seu primeiro salário, decidiu adquirir uma bolsa que, na época, ela acredita, custava mais do que seu salário mensal, levando ao parcelamento da compra. Essa foi a primeira de muitas decisões de compra consideradas desnecessárias por ela mesma, sempre motivadas pelo desejo de adquirir itens mais sofisticados, caros e de alta qualidade.
Ela explicou que, ao longo do tempo, esse padrão se repetiu com outros bens, incluindo um carro maior e mais estiloso do que realmente precisava para seu cotidiano. "Eu sempre fui sozinha com meu filho. Então, eu não precisava comprar um carro grande, cheio de coisas. E eu queria sempre o melhor, o mais caro, com mais sofisticação. Tudo do bom e do melhor, sem necessidade", declarou.
De acordo com ela, esse comportamento está ligado a uma necessidade de autoafirmação perante os outros. "A partir daí, todo o meu dinheiro eu gastava com coisas desnecessárias. Eu nunca guardei dinheiro na minha vida. Sempre gastei tudo. Eu precisava me autoafirmar perante o outro", revelou. Especialistas em psicologia econômica explicam que a ostentação não se resume ao valor do produto, mas também à sua função de comunicar status, pertencimento ou exclusividade, aspectos que nem sempre têm a ver com o dinheiro em si, mas com a percepção social.
A psicóloga Vera Rita Ferreira, citada pela DW, explica que os seres humanos são "inerentemente sociais" e, desde cedo, influenciados pelo comportamento das pessoas ao redor. Essa influência favorece a busca por bens que possam transmitir determinada imagem de sucesso ou conforto, muitas vezes acima da utilidade real dos produtos.
O que sabemos?
- Jovem de 18 anos relatou que começou a comprar itens caros logo após receber seu primeiro salário.
- Ela parcelou uma bolsa, que considerou mais cara do que seu salário na época.
- Depois, comprou um carro maior e mais sofisticado do que sua rotina exigia.
- Ela afirma que gastava todo o seu dinheiro com bens considerados desnecessários.
- A motivação principal era a necessidade de se autoafirmar perante os outros.
Fontes
- Folha de S.Paulo imprensa
- G1 imprensa



