Economia

Investidores experientes aumentam participação em Fundos Imobiliários no Brasil

Em apuração ?

Pesquisa aponta crescimento de cotistas com mais de cinco anos e maior capacidade financeira

Investidores analisando gráficos de fundos imobiliários
Imagem: CNN Brasil

O perfil dos investidores em Fundos Imobiliários (FIIs) no Brasil vem mudando. Com maior maturidade e recursos, eles mantêm a relevância do setor mesmo com juros elevados. Veja os detalhes da evolução.

Segundo um estudo recente feito por fontes especializadas, o perfil dos investidores em Fundos Imobiliários no Brasil passou por mudanças significativas nos últimos anos. Até 2020, apenas 13% dos cotistas tinham mais de cinco anos de atuação — uma categoria que hoje representa 60% do total, de acordo com a pesquisa de junho de 2026, conduzida pela Brain Inteligência Estratégica, Clube FII e Tree Inteligência Financeira, cuja fonte exclusiva é o Broadcast. Essa evolução indica uma maior maturidade no mercado, com investidores mais experientes e com maior capacidade financeira.

Outro dado importante revela que a quantidade de investidores com recursos superiores a R$ 500 mil em FIIs cresceu 37% entre outubro de 2024 e junho de 2026 e agora corresponde a 37% do total de cotistas. As faixas de menor aportes, por sua vez, encolheram, refletindo uma mudança no perfil de quem tem dinheiro para investir no setor.

De acordo com o CEO da consultoria responsável pelo estudo, Fabio Tadeu Araújo, essa mudança está relacionada ao objetivo de quem investe. Enquanto os iniciantes buscam rentabilidade em aportes menores, os investidores mais tradicionais já trabalham com uma gestão mais focada na estratégia de longo prazo. Ainda segundo Araújo, mesmo com a taxa Selic — que estava em 14,50% ao ano naquele momento — os FIIs permanecem como uma ferramenta sólida para geração de renda recorrente e acumulação patrimonial.

O estudo mostrou que 94% dos respondentes consideram o fluxo de renda mensal o principal motivo para continuarem investindo em FIIs. Além disso, a isenção do Imposto de Renda sobre os dividendos, retirados dos proventos, é um fator atrativo para 77%. Outros 52% destacam a facilidade de estar exposto ao setor imobiliário sem a complexidade de gerir um imóvel físico. Para impressionantes 97%, os FIIs são uma peça fundamental na estratégia de aposentadoria dos investidores.

Outro aspecto revelado é o aumento da diversificação das carteiras, que passaram a incluir em média 18 fundos atualmente, contra 9,7 fundos em 2020 — um crescimento de 84,5%. O perfil de gestão também mudou: 97% dos investidores preferem administrar suas próprias posições, sem recorrer a assessores ou bancos, justificando-se pelo baixo custo e simplicidade de investir nesses fundos. Os fundos de recebíveis imobiliários lideram a preferência em 67% das carteiras, além de apresentarem 67% de atratividade para novos aportes, seguidos por fundos de galpões logísticos, que aparecem em 66% das carteiras e representam 75% das intenções de novos investimentos.

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O que sabemos?

  • A parcela de cotistas experientes com mais de cinco anos cresceu de 13% em 2020 para 60% em 2026.
  • Investidores com mais de R$ 500 mil em FIIs aumentaram 37% entre outubro de 2024 e junho de 2026, chegando a 37% do total.
  • A diversificação das carteiras aumentou, com médias de 18 fundos por investidor em 2026, contra 9,7 em 2020.
  • O estudo foi conduzido em junho de 2026 pela Brain Inteligência Estratégica, Clube FII e Tree Inteligência Financeira.
  • Mesmo com juros elevados, 94% dos investidores ainda veem renda mensal como principal motivador para investir em FIIs.

Fontes

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