Economia

Índice do medo da bolsa atinge novo recorde com eleições próximas

Em apuração ?

Volatilidade do mercado brasileiro aumenta antes do segundo turno da eleição presidencial

Gráfico ilustrando a alta do índice VIX Brasil em uma tela de computador
Imagem: CNN Brasil

O índice que mede a expectativa de inflação na bolsa brasileira ultrapassou recentemente os 32 pontos, marcando nova máxima desde sua criação, em março de 2024. Investidores estão mais apreensivos devido às incertezas das eleições e do cenário internacional.

Segundo informações de fontes do mercado financeiro, o índice conhecido como VIX Brasil, que mede a volatilidade esperada do mercado de ações brasileiro para os próximos 30 dias, atingiu ontem seu maior nível desde a sua criação, em março de 2024. Fechou ao fim do pregão aos 32,06 pontos, um avanço de 0,7% em relação ao dia anterior, quando registrou sua máxima histórica aos 31,84 pontos. Este indicador é amplamente observado por investidores e analistas como uma medida do nível de risco percebido no mercado, sendo popularmente chamado de "índice do medo".

O aumento do VIX Brasil acontece a menos de uma semana do segundo turno das eleições presidenciais, que atualmente envolvem o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro. Segundo uma fonte que acompanha o mercado, "a expectativa de maior volatilidade está relacionada às incertezas que envolvem o resultado eleitoral e possíveis desdobramentos após o pleito". Ainda não há confirmação oficial de que qualquer evento externo esteja impactando diretamente o índice, mas o cenário político interno e as projeções de pesquisa têm sido apontados como fatores de preocupação.

Além do cenário eleitoral, o mercado mundial também influencia o sentimento dos investidores no Brasil. Na manhã desta terça-feira, as bolsas da Europa encerraram em queda, pressionadas principalmente pelos setores de energia e tecnologia, enquanto os mercados asiáticos também fecharam predominantemente no vermelho devido às tensões no Oriente Médio e à alta dos preços do petróleo. Wall Street, por sua vez, apresentou uma sessão mais truncada, encerrando no positivo, porém com sinais de instabilidade. O dólar, que chegou a ultrapassar R$ 5,24 na máxima, fechou em queda de 0,25%, sendo negociado a R$ 5,213.

Segundo especialistas ouvidos por uma fonte que acompanha o mercado financeiro, a relação entre o cenário internacional e a volatilidade doméstica ainda não tem uma confirmação oficial, mas a conexão é considerada importante por analistas. O que se sabe é que, com a aproximação das eleições e o clima de incertezas, o índice do medo tem respondido de forma crescente, refletindo o aumento na demanda por estratégias de proteção e hedge (proteção contra riscos) por parte de gestores de fundos e investidores institucionais.

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O que sabemos?

  • Índice do medo (VIX Brasil) atingiu 32,06 pontos, maior desde março de 2024.
  • O índice subiu 0,7% ante a véspera, fechando pela primeira vez acima de 32 pontos.
  • Faltando uma semana para as eleições presidenciais, pesquisas mostram movimentações na disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro.
  • Cenário internacional de tensões no Oriente Médio e alta dos preços do petróleo também impacta o mercado brasileiro.

Fontes

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