Economia

Grupo Carbon busca recuperação judicial com dívida de mais de R$ 370 milhões

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Empresa líder em blindagem de veículos tenta renegociar suas dívidas em processo extrajudicial

Linha de blindagem do grupo Carbon em Barueri (SP) - Rubens Cavallari - 25.mai.23/Folhapress
Imagem: Folha de S.Paulo

O Grupo Carbon, considerado o maior do setor no mundo, entrou com pedido de recuperação judicial em São Paulo para negociar R$ 371,5 milhões em dívidas. A ação ocorre devido ao descompasso entre os investimentos feitos para expandir o negócio e o retorno esperado, que ainda não se concretizou.

Segundo informações divulgadas na segunda-feira (5), o Grupo Carbon, que se posiciona como líder mundial na fabricação de blindagem para veículos civis, protocolou na Justiça de São Paulo um pedido de recuperação extrajudicial. A medida, que visa renegociar uma dívida de R$ 371,5 milhões, foi apresentada por suas controladas: a C Blindados, a Opera Glass — fabricante de vidros blindados — e a Vertco Blindagem.

Conforme o relato da companhia, a crise financeira decorre de um desalinho entre o valor das dívidas contraídas para ampliar suas operações e o retorno dos investimentos, que tem sido mais lento do que o previsto. Ainda de acordo com a empresa, na petição, ela afirma que investidores e credores já aderiram ao plano de reestruturação, incluindo 47,6% dos credores quirografários, ou seja, aqueles sem garantia real, como fornecedores e bancos sem bens vinculados às dívidas.

O documento também revela que, por lei, o processo de recuperação extrajudicial poderia ser iniciado com o apoio de um terço dos credores, desde que a maioria absoluta, ou seja, mais da metade, apoie o plano em até 90 dias. O Grupo Carbon informou que desejava entrar na Justiça já com a maioria dos apoiadores, mas acabou antecipando o pedido devido a três ações de despejo por falta de pagamento que estão em tramitação. Essas ações envolvem um galpão em Barueri (SP), onde fica a sede da companhia, uma fábrica de vidros em Jarinu (SP) e um showroom na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.

Os aluguéis desses imóveis somam R$ 459 mil por mês, valor que, segundo fontes, contribui para a pressão financeira sobre a empresa. O impacto dessas pendências financeiras e o descompasso entre investimentos e resultados ainda não foram oficialmente confirmados como as causas definitivas da crise do grupo, que ainda não se pronunciou oficialmente sobre o assunto.

Esse movimento do Grupo Carbon é importante de acompanhar, pois a recuperação extrajudicial pode influenciar o mercado de blindagem no Brasil e no mundo, além de afetar fornecedores, clientes e o cenário econômico do setor. O caso revela os desafios de empresas de alta especialização em um momento de dificuldade econômica geral.

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O que sabemos?

  • O Grupo Carbon entrou com pedido de recuperação extrajudicial em São Paulo.
  • A dívida total alegada é de R$ 371,5 milhões.
  • O pedido foi apresentado na segunda-feira, dia 5.
  • Controladas incluem a C Blindados, Opera Glass e Vertco Blindagem.
  • A crise é atribuída ao descompasso entre o investimento e o retorno, que foi mais lento do que esperado.
  • 47,6% dos credores já aderiram ao plano de reestruturação.
  • O processo pode ser iniciado com apoio de um terço dos credores e exige mais da metade para avançar.
  • Existem ações de despejo de três imóveis relacionados à empresa (sede em Barueri, fábrica em Jarinu, showroom na Barra da Tijuca).
  • Aluguéis desses imóveis totalizam R$ 459 mil por mês.

Fontes

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