Inflação no Brasil sobe 0,82% em setembro, influenciada pelo reajuste na energia elétrica
Índice de Preços ao Consumidor Amplo não atingia esse patamar desde 2021 e supera a meta oficial
A alta da inflação em setembro foi puxada pelo aumento nas tarifas de energia e nos custos de transporte e alimentação, segundo dados do IBGE.
A inflação no Brasil, medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), apresentou uma alta de 0,82% em setembro, ultrapassando as projeções do mercado financeiro, que apontavam para uma elevação de cerca de 0,73%. Segundo o IBGE, essa foi a maior variação para meses de setembro desde 2021, quando o índice foi de 1,16%. O dado divulgado na sexta-feira (9) revela uma reversão em relação ao mês anterior, agosto, que registrou uma deflação de 0,32%, puxada principalmente pelo desconto temporário na conta de luz devido ao fim do bônus de Itaipu.
O motivo principal para esse crescimento em setembro foi o aumento de 7,98% na tarifa de energia elétrica residencial, o que impactou diretamente o grupo de habitação, que registrou o maior impacto no índice (2,31%) com uma contribuição de 0,35 ponto percentual. Além disso, todos os nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE apresentaram alta naquele mês, incluindo alimentaçao e bebidas, que subiram 0,83%, e transporte, com alta de 0,89%. O aumento nos preços do combustível, como etanol (3,16%) e gasolina (1,21%), além do aumento das passagens aéreas de 9,66%, contribuiu para esse cenário.
Outro fator que influenciou o índice foi a alta de 0,83% nos preços de alimentos e bebidas. Segundo o IBGE, o índice de inflação em 12 meses acelerou para 4,58%, ficando acima do teto de 4,5% da meta oficial de inflação perseguida pelo Banco Central, que tem como meta 3% com uma margem de tolerância de 1,5 ponto porcentual para cima ou para baixo. Ainda não há confirmação oficial sobre possíveis medidas do Banco Central em resposta ao aumento.
Especialistas apontam que esse aumento na inflação de setembro demonstra que a economia brasileira ainda enfrenta desafios para manter os preços sob controle, principalmente diante do reajuste tarifário e dos custos de energia elétrica, que refletem a variedade de fatores que influenciam os preços ao consumidor. O impacto na vida do consumidor é evidente, especialmente na hora de pagar as contas de energia, transporte e alimentação, itens essenciais para a população.
O que sabemos?
- Inflação de 0,82% em setembro, acima da previsão de 0,73%.
- Alta na tarifa de energia elétrica (7,98%) impulsionou o índice.
- Todos os grupos de produtos tiveram variação positiva em setembro.
- Índice de 12 meses chegou a 4,58%, acima da meta de 4,5%.
- Reversão da deflação de agosto, devido ao fim do bônus de Itaipu.
Fontes
- CNN Brasil imprensa
- Folha de S.Paulo imprensa





