Governo Lula reconhece risco de auxílio a estatal militar e aumenta lista de empresas em dificuldades
Empresa responsável por navios da Marinha pode precisar de recursos públicos, aponta relatório
O governo brasileiro admitiu a possibilidade de precisar reforçar financeiramente a estatal militar Emgepron, responsável por construir navios para a Marinha. Além dela, outras 11 empresas públicas estão na mesma situação, totalizando 12 companhias sob risco.
Segundo fontes oficiais, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva passou a admitir que a estatal militar Emgepron, que constrói navios utilizados pela Marinha do Brasil, pode eventualmente precisar de um aporte de recursos da União devido a dificuldades financeiras. Ainda de acordo com informações, esse risco é classificado como 'remoto', o que indica uma baixa probabilidade de acontecer, e atualmente não há previsão de desembolso imediato de recursos pelo Tesouro Nacional.
O anúncio foi feito no âmbito do chamado Anexo de Riscos Fiscais, uma ferramenta utilizada pelo governo para monitorar periodicamente possíveis obstáculos que possam afetar as contas públicas, incluindo receitas, despesas e o futuro da dívida pública. A inclusão da Emgepron nesta lista de risco reflete a preocupação do governo com a saúde financeira da empresa, que desempenha papel estratégico na construção de navios para a Marinha do Brasil.
Além da estatal militar, o documento indica que outras 11 companhias estatais federais já faziam parte dessa lista de risco antes mesmo desta atualização. Entre elas, estão os Correios e a estatal ENBPar, responsável pelo controle das usinas de Angra 1 e 2. Essas duas empresas possuem as maiores classificações de risco dentro do relatório, sendo as avaliações de 'provável' e 'possível', respectivamente. Ainda conforme a fonte, ambas já têm aportes previstos na proposta de Orçamento para 2027, mostrando que há previsão de recursos públicos para tentar estabilizar ou reforçar essas instituições no futuro.
A admissão oficial do risco por parte do governo gerou preocupação no setor público e na opinião pública, pois evidencia o grau de dificuldade enfrentado por algumas estatais no cenário econômico atual. Ainda segundo a fonte, vale destacar que, apesar da classificação como risco remoto, a inclusão dessas empresas na lista revela a necessidade de atenção às suas finanças e às políticas de apoio do Estado. A operação, contudo, mantém-se sem previsão de desembolso imediato, o que sugere que qualquer intervenção dependerá de futuros acordos e avaliações.
No momento, o governo não se pronunciou oficialmente sobre um possível socorro financeiro à Emgepron ou às outras companhias. Especialistas avaliam que o aumento dessa lista pode refletir uma preocupação maior com a sustentabilidade financeira de algumas estatais no contexto de um cenário de restrições fiscais, mas destacam que ainda não há decisões concretas de suporte financeiro imediato.
O que sabemos?
- Governo Lula admite risco de aporte em estatal militar Emgepron.
- Lista de empresas em dificuldade sobe para 12, incluindo Correios e ENBPar.
- Emgepron pode precisar de recursos da União devido a dificuldades financeiras.
- Risco classificado como remoto; não há previsão de desembolso imediato.
- Empresa responsável por construir navios para a Marinha do Brasil.
Fontes
- Folha de S.Paulo imprensa
- UOL Notícias imprensa





