Fim da escala 6x1 traz esperança para mães solo que enfrentam jornada exaustiva
Muitas mães que trabalham em regime de escala irregular comemoram mudança nas condições de trabalho
Mães que atuam no comércio em horários extensos celebram o fim da escala 6x1, considerando melhorias para a saúde mental e qualidade de vida.
Na rotina de muitas mães que atuam na linha de frente do comércio, a notícia do possível encerramento da escala de trabalho 6x1 trouxe alívio e esperança. Segundo relatos de uma operadora de caixa que trabalha nesta modalidade há anos, o fim dessa escala significa mais tempo para cuidar dos filhos, descansar e evitar o cansaço extremo que caracteriza sua rotina. Ela, que tem 36 anos, conta que começa o dia às 5h da manhã, organiza as duas filhas caçulas e as leva para a escola em Realengo, no Rio de Janeiro. Após essa rotina matinal, embarca no transporte público por uma hora e meia para chegar ao supermercado em Campo Grande, a aproximadamente 20 quilômetros de distância.
Seu dia de trabalho vai até as 17h50, com uma pausa para o almoço às 15h, e ela retorna para casa perto das 20h, após encerrar a jornada. No único dia de folga na semana, raramente consegue descansar por completo, pois costuma fazer tarefas domésticas extras, como faxinas, para garantir uma renda adicional ao sustento da família. Ela relata que está com o corpo e a mente muito cansados, e que, mesmo após a folga, continua exausta. Segundo fontes próximas ao tema, essa rotina exaustiva, comum entre trabalhadores em escala 6x1 no comércio, tem sido alvo de debates e discussões políticas nos últimos meses, culminando com a aprovação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa encerrar essa modalidade de trabalho.
Essa mudança, ainda não oficialmente confirmada, tem sido vista por muitos como uma esperança de melhorar as condições de vida dessas mães solo. Ainda não há uma confirmação oficial de que a PEC vá de fato gerar o fim imediato da escala 6x1, mas o avanço no debate político indica uma possível mudança nas condições de trabalho para dezenas de milhares de pessoas em todo o país. No cenário, além do impacto na rotina dessas mães, há a expectativa de que a melhoria nas jornadas laborais possa refletir positivamente na saúde mental e no bem-estar de trabalhadores como Luciana, que já enxergam a possibilidade de passar mais tempo com seus filhos e menos tempo dedicados ao esforço extremo do dia a dia.
Especialistas alertam, contudo, que a implementação de mudanças nas escalas de trabalho demanda atenção às condições específicas de cada setor e aos direitos do trabalhador, evitando que avanços tragam dificuldades adicionais. A discussão permanece em aberto e ainda sem uma data definitiva para uma alteração definitiva, mas o sentimento geral de esperança acompanha o movimento de mobilização por melhores condições laborais para quem atua em turnos extensos e rotativos.
O que sabemos?
- Mães que trabalham na escala 6x1 celebram o fim dessa modalidade.
- Relatos apontam que essa rotina causa cansaço físico e mental extremo.
- Discussões na política brasileira estão avançando para encerrar a escala 6x1.
- Ainda não há confirmação oficial da mudança nas leis trabalhistas.
- Mudanças podem trazer melhorias na qualidade de vida dessas trabalhadoras.
Fontes
- BBC News Brasil imprensa
- UOL Notícias imprensa
- Folha de S.Paulo imprensa





