Cesta básica em Campinas ultrapassa R$ 880, com alta de alimentos essenciais em setembro
Valores sobem 5,99% em um mês, puxados pelo tomate e batata, e se aproximam do recorde histórico
A cesta básica em Campinas apresentou aumento de quase 6% em setembro, atingindo cerca de R$ 883. O aumento é influenciado principalmente pelo forte avanço no preço do tomate, com alta de mais de 57%.
Segundo levantamento do Observatório PUC-Campinas, a cesta básica em Campinas, SP, voltou a registrar alta em setembro, atingindo R$ 882,86. Com esse valor, o custo mensal para uma família de quatro pessoas chega a R$ 2.648,59, o que equivale a mais da metade do salário mínimo vigente, de R$ 1.621,00. A alta de 5,99% em relação a agosto foi impulsionada por aumentos nos preços de produtos essenciais, entre eles o tomate, que liderou a lista de maiores reajustes com um incremento de 57,57%. Ainda segundo fontes, o aumento expressivo no preço do tomate foi causado pelo clima: um frio prolongado atrasou a maturação das frutas, seguido por uma série de chuvas que dificultaram as colheitas, reduzindo a oferta no mercado.
Entre os demais itens que contribuíram para o aumento, estão a batata, com alta de 30,02%, o arroz, que subiu 5,92%, e também óleo, pão francês e carne, com elevações de 2,98%, 2,95% e 1,38%, respectivamente. Além dessas altas, outros produtos apresentaram redução de preços, como o feijão (-5,14%) e a banana (-8,18%), além de açúcar, manteiga, farinha, leite e café, que tiveram quedas que variaram de 1,02% a 2,52%. Apesar dessas reduções, o preço médio da cesta, considerando os 13 produtos analisados, permaneceu alto, sendo ainda R$ 19,26 abaixo do recorde histórico registrado em junho de 2026, de R$ 902,12.
Na comparação com o mesmo período do ano passado, o aumento acumulado de 14% é evidente: em setembro de 2025, a cesta custava R$ 774,37, número que subiu para o valor atual. Segundo o economista Pedro de Miranda Costa, responsável pelo levantamento, o impacto do clima na oferta de alimentos é um fator decisivo para as oscilações de preços. Ele explica que, embora o aumento do tomate tenha puxado a alta, outros produtos também contribuíram, como a batata, cujo preço foi influenciado pelas mesmas condições climáticas.
O levantamento revela ainda que o valor da cesta básica corresponde a 54,4% do salário mínimo atual, que é de R$ 1.621,00. Para uma família composta por dois adultos e duas crianças, o custo com alimentação mensal chegaria a R$ 2.648,59, reforçando a pressão crescente sobre o orçamento familiar diante da alta de preços. Ainda não há confirmação oficial de que esse cenário possa mudar em curto prazo, e o mercado de alimentos continua vulnerável às condições climáticas e de oferta e demanda que influenciam os custos.
O que sabemos?
- A cesta básica em Campinas subiu 5,99% em setembro, chegando a R$ 882,86.
- O tomate teve aumento de 57,57%, puxando a alta geral.
- O preço da cesta está R$ 19,26 abaixo do recorde histórico de junho de 2026.
- O aumento de 14% na média dos últimos 12 meses.
- A alta é influenciada por fatores climáticos, como frio prolongado e chuvas.
Fontes
- G1 imprensa





