Economia

Mercado cambial em movimento: dólar sobe com atenção às dívidas e eleições

Em apuração ?

Câmbio reage às pressões externas e ao cenário político no Brasil

Gráfico de cotação do dólar e notícias financeiras
Imagem: G1

O dólar abriu em alta nesta quinta-feira, refletindo as expectativas de aumento de juros nos EUA e o clima político doméstico, enquanto o Ibovespa inicia as negociações sob influência de novas pesquisas eleitorais.

Na manhã desta quinta-feira, o mercado cambial brasileiro mostrou força, com o dólar norte-americano atingindo R$ 5,0595, um avanço de 0,62% até perto das 9h, segundo informações do G1. O movimento é influenciado por fatores externos, como a expectativa de que o Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, possa elevar os juros ainda neste mês, após a divulgação de indicadores econômicos que indicam pressões inflacionárias no país.

Enquanto isso, o principal índice da bolsa brasileira, o Ibovespa, começou as negociações às 10h, ainda sem uma direção definida. O cenário político também merece atenção especial: segundo o mesmo levantamento, Flávio Bolsonaro, senador pelo PL, aparece com 46% das intenções de voto no segundo turno, enquanto Lula apresenta 44%, ambos dentro da margem de erro de dois pontos percentuais, de acordo com uma pesquisa da Quaest ainda não confirmada oficialmente pela fonte subsequente. A nova pesquisa do Datafolha, prevista para ser divulgada nesta quinta, pode trazer novos indicativos.

Outro fator de peso para o mercado é a aprovação pelo Senado da PEC que prevê o fim da escala 6x1, uma mudança que promete uma reformulação na jornada de trabalho de alguns setores. Segundo o mesmo Conselho, a proposta foi aprovada por 75 votos a favor e apenas um contra, nas duas votações dos turnos de votação, na última quarta-feira. Com a promulgação feita pela Mesa do Congresso, a expectativa é que as mudanças ocorram de forma gradual, embora ainda não se saiba o impacto financeiro ou na rotina dos trabalhadores.

De acordo com fontes do mercado, os indicadores econômicos brasileiros também merecem atenção, especialmente a Pesquisa Mensal do Comércio de agosto que, segundo expectativas, apontará um crescimento no setor de vestuário, calçados, móveis e eletrodomésticos. Contudo, o acumulado de variações mostra que, no ano, o setor já acumula uma queda de 8,39%, enquanto no mês há um crescimento de 10,82%, e na semana, uma variação de +0,88%, demonstrando certa recuperação.

O cenário externo também reforça as tendências de mercado: a alta do dólar é sustentada por investidores que aguardam o desenrolar dos dados de inflação nos EUA, bem como as decisões de política monetária do Fed. Essa dinâmica tende a fortalecer a moeda norte-americana diante de um Brasil que enfrenta a expectativa de manter juros elevados para conter a inflação e estabilizar a economia, embora o cenário político continue a influenciar o humor dos investidores.

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O que sabemos?

  • Dólar abriu em alta, cotado a R$ 5,0595, com aumento de 0,62%.
  • O mercado de ações (Ibovespa) inicia suas negociações nesta quinta-feira.
  • Segundo a pesquisa Quaest, Flávio Bolsonaro lidera no segundo turno com 46%, enquanto Lula tem 44%.
  • A PEC que termina com a escala 6x1 foi aprovada pelo Senado com 75 votos a favor e um contra.
  • O Fed pode elevar os juros dos EUA devido à inflação e aos indicadores econômicos recentes.

Fontes

  • G1 imprensa
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