Economia

Estudo aponta planos de presidenciáveis como insuficientes para estabilizar dívida pública

Em apuração ?

Pesquisa avalia propostas dos principais candidatos e revela limitações na viabilidade fiscal das medidas

Gráfico ilustrando ranking dos planos de governo de candidatos presidenciais
Imagem: CNN Brasil

Seis principais candidatos à Presidência apresentaram planos de governo que, segundo análise, são inadequados para conter o crescimento da dívida pública no país.

Segundo fonte publicada pela CNN Brasil, todos os seis principais candidatos na disputa presidencial apresentaram planos de governo considerados insuficientes para garantir a estabilidade da dívida pública brasileira, de acordo com uma análise do Ranking dos Políticos. A avaliação, que considera 1.297 propostas, foca na viabilidade orçamentária e no impacto econômico das propostas, sem entrar na avaliação de mérito ou constitucionalidade.

O estudo destacou que apenas 478 propostas puderam ser qualificadas ao teste de custo, economia e compatibilidade com as restrições fiscais vigentes. Destes, 217 foram consideradas viáveis, 249 parcialmente viáveis e 12 inviáveis. Entre as propostas de inviabilidade, nove pertencem ao plano do Partido Missão e três ao Partido Liberal. Ainda segundo o levantamento, o motivo principal para a inviabilidade não é a ambição das propostas, mas o fato de esses planos incluírem cifras explícitas de compromisso financeiro de maior volume.

O ranking classifica o plano do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, do PSD, como o melhor colocado, pois, de acordo com o estudo, é o único que, sob cenários projetados, consegue cruzar a linha do zero em determinado momento, indicando potencial de estabilização da dívida. No entanto, isso depende de uma reforma previdenciária que teria efeitos mais expressivos após o término do mandato. O segundo lugar ficou com o plano do autor de uma obra de autoajuda, Augusto Cury, que também apresenta metas fiscais próprias, mas ainda assim insuficientes para estabilizar a dívida, quase empatado com Caiado.

Já o candidato do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, e outros concorrentes como Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema, tiveram propostas que, de acordo com o estudo, ampliam ou mantêm despesas públicas, dificultando a redução da dívida. Segundo a análise, o documento avaliou as propostas com base no Relatório de Acompanhamento Fiscal de junho de 2026 e nas regras fiscais atuais, incluindo o limite de crescimento de despesas e a regra de ouro na Constituição. Ainda não há confirmação sobre qual proposta específica terá maior impacto, mas o estudo aponta que apenas 29% do total de propostas analisadas puderam ser classificadas dentro das restrições estabelecidas.

Flávio Bolsonaro, por sua vez, aparece na última colocação do ranking, o que, segundo a análise, não deve ser interpretado como uma avaliação definitiva de seu programa, mas sim por limitações nas informações possíveis de serem mensuradas pelos critérios utilizados. A análise também destaca que, para estabilizar a dívida bruta, seria necessário alcançar um superávit primário de 2,1% do PIB, conforme estimativa da Instituição Fiscal Independente (IFI). Apesar da complexidade da análise, a avaliação não confirma oficialmente que algum plano seja viável no cenário atual, uma vez que ainda não houve um pronunciamento oficial dos candidatos ou das fontes que publicaram os estudos.

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O que sabemos?

  • Todos os seis principais candidatos têm planos considerados insuficientes para estabilizar a dívida pública.
  • O estudo considerou 1.297 propostas, das quais 478 foram qualificadas ao teste; 217 viáveis, 249 parcialmente viáveis, 12 inviáveis.
  • O plano de Ronaldo Caiado é considerado o mais promissor, capaz de cruzar a linha do zero em determinado momento.
  • Gestor de Goiás, Caiado apresenta uma reforma previdenciária necessária para seu plano prosperar.
  • Augusto Cury, autor de autoajuda, aparece em segundo lugar no ranking, também com propostas insuficientes.
  • Flávio Bolsonaro possui a pior colocação entre os candidatos, segundo a avaliação.
  • O estudo aponta que para estabilizar a dívida, seria preciso um superávit primário de 2,1% do PIB.

Fontes

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