Economia

Brasil atinge cota de carne bovina para a China e sofre sobretaxa de 55%

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A medida entra em vigor após carregamentos brasileiros atingirem limite estipulado pela China, provocando impacto nas exportações do setor.

Carne bovina sendo empacotada para exportação
Imagem: Folha de S.Paulo

A China anunciou que, a partir de 1º de outubro, cobrará uma sobretaxa de 55% nas importações de carne bovina brasileira, após o Brasil atingir a cota de exportação permitida pelo país asiático. Além disso, será aplicada uma tarifa de 12% de importação. O governo brasileiro busca autorização para usar cotas remanescentes de outros países, mas ainda não há confirmação oficial sobre o avanço nessa estratégia.

Segundo informações divulgadas pelo Ministério do Comércio chinês, o Brasil atingiu a cota de carne bovina estabelecida como salvaguarda para o país, o que levou a China a implementar uma sobretaxa de 55% sobre as importações brasileiras da commodity a partir do dia 1º de outubro. A medida passou a valer após os carregamentos brasileiros estimularem o limite máximo permitido, que foi atingido nesta terça-feira (29). Além da sobretaxa, uma tarifa adicional de 12% de importação será cobrada sobre as cargas que chegarem aos portos chineses.

O impacto dessa decisão é significativo para o setor de carnes no Brasil, que vê a exportação para a China, seu maior mercado, sofrer uma alteração importante. Ainda conforme o Ministério, o governo brasileiro atua na tentativa de habilitar o uso de cotas remanescentes de outros países, uma estratégia que, até o momento, não foi confirmada oficialmente pela China e que, no passado, já foi negada por Pequim, segundo revelou uma fonte ao jornal Folha de S.Paulo.

Na última segunda-feira (21), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ter recebido uma autorização do Uruguai para que o Brasil utilizasse sua cota remanescente de exportação de carne bovina para a China. Segundo Lula, “Agradeci a autorização concedida ao Brasil para uso do excedente da cota uruguaia de exportação de carne bovina para a China”. Em resposta, a chancelaria do Uruguai explicou que aceitou apresentar um pedido formal a Pequim, mas que a decisão final depende das autoridades chinesas, que ainda não se pronunciaram oficialmente sobre esse pleito.

Especialistas e representantes do setor de carnes avaliam que essa é uma situação delicada para o mercado brasileiro, especialmente por conta da possibilidade de restrições elevadas e do impacto financeiro decorrente da sobretaxa. Ainda não há previsão oficial de quanto esse impacto pode representar em termos de volume ou receita, mas a medida reforça a necessidade de diversificação dos mercados de exportação do Brasil.

A estratégia do governo brasileiro de conseguir usar cotas remanescentes de outros países pode ser uma alternativa para minimizar os efeitos econômicos dessa limitação, mas a espera por um posicionamento oficial das autoridades chinesas torna o cenário ainda incerto. Enquanto isso, o setor mantém o alerta para possíveis desdobramentos que possam afetar tanto produtores quanto exportadores brasileiros.

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O que sabemos?

  • Brasil atingiu a cota de carne bovina para a China nesta terça-feira (29).
  • A partir de 1º de outubro, a China cobrará sobretaxa de 55% sobre as cargas brasileiras.
  • Além da sobretaxa, há uma tarifa de importação de 12%.
  • O governo brasileiro busca usar cotas remanescentes de outros países, mas ainda não há confirmação oficial da autorização.
  • Presidente Lula afirmou que o Uruguai concordou que o Brasil utilize sua cota remanescente.
  • A decisão final cabe às autoridades chinesas, que ainda não se pronunciaram.

Fontes

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