Economia

Mudança de posicionamento do MP-SP fortalece pedido de homologação do plano do GPA

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Promotoria passa a apoiar recuperação extrajudicial do Grupo Pão de Açúcar após parecer revisado

Unidade do Pão de Açúcar no Rio de Janeiro em 2026
Imagem: Folha de S.Paulo

O Ministério Público de São Paulo alterou sua postura em relação ao plano de recuperação do GPA, passando a defender sua homologação na Justiça, o que pode impactar negociações e credores da empresa.

A movimentação no processo de recuperação do Grupo Pão de Açúcar (GPA) ganhou novo capítulo nesta semana, após o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) alterar sua posição oficial. Segundo informações apuradas, o promotor Roberto de Campos Andrade protocolou, nesta quarta-feira (30), um parecer no qual passa a apoiar a homologação do plano extrajudicial de recuperação apresentado pelo GPA. Essa mudança ocorre após uma manifestação anterior, feita há pouco mais de um mês, na qual o promotor se opunha à homologação imediata do acordo e sugeria que a empresa reformulasse o projeto, além de defender a nomeação de um administrador judicial ou perito para verificar se a adesão dos credores havia sido calculada corretamente. Naquela ocasião, o parecer contrário era considerado um dos principais obstáculos para a homologação do plano, que é uma estratégia na qual a empresa negocia diretamente com parte dos credores, levando o acordo ao Judiciário apenas para homologação. O objetivo do GPA é conseguir um acordo favorável com seus credores, em que, se mais da metade dos créditos de um determinado grupo aderir ao plano, ele passa a valer também para aqueles que discordam. Até o momento, o GPA alega ter conseguido 57,49% de adesão entre seus créditos considerados quirografários não correntes, ou seja, dívidas de longo prazo sem garantia. A questão dos credores é complexa, pois o grupo inclui bancos, debenturistas, investidores, além de credores de outras naturezas, como um indenização arbitral, fornecedores de serviços de transporte e um acordo societário com as Casas Bahia, outro ponto que gerou questionamentos. Ainda nesta semana, o MP-SP endossou o entendimento de que a forma como o GPA montou o grupo sujeito ao plano não representa risco de prejuízo aos credores, além de reforçar a importância de homologar a proposta para que o processo de recuperação tenha andamento. Segundo a fonte, até então, o Ministério apoiava parcialmente as críticas de credores que apontavam que cerca de 91,6% dos créditos do grupo tinham natureza financeira. Essa mudança na postura do MP-SP pode ser decisiva para o desfecho do processo, que ainda não tem uma data definida para a homologação, mas ganha força com o apoio oficial da promotoria. O GPA busca, com esse plano, reestruturar suas dívidas, garantir sua sobrevivência e evitar uma possível falência que poderia afetar milhares de empregos e fornecedores. Ainda assim, o clube não se pronunciou oficialmente sobre a mudança de posição do MP, e o andamento do processo depende da análise final do Judiciário.
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O que sabemos?

  • O MP-SP mudou seu parecer e agora apoia a homologação do plano do GPA.
  • O promotor Roberto de Campos Andrade protocolou o parecer nesta quarta-feira (30).
  • Antes, o MP se opunha à homologação e sugeria reformulações no plano.
  • O GPA afirma ter 57,49% de adesão entre seus créditos quirografários não correntes.
  • Credores incluem bancos, debenturistas, investidores, indenizações arbitrais, transporte e Casas Bahia.

Fontes

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