Economia

Bolsas asiáticas fecham mistas com estreia da Shein em Hong Kong e queda das ações da BYD

Em apuração ?

Investidores reagiram à escalada no Oriente Médio e à divulgação de indicadores econômicos da China, enquanto aguardam dados nos EUA

Painel eletrônico com cotações das bolsas asiáticas
Imagem: CNN Brasil

Na segunda-feira (31), os mercados acionários da Ásia registraram oscilações díspares, com destaque para a Oferta Pública Inicial da Shein em Hong Kong e a forte queda das ações da BYD, mesmo após a montadora reportar melhora no lucro do segundo trimestre.

As bolsas asiáticas encerraram a segunda-feira (31) sem direção única, em um clima marcado pela apreensão com a nova escalada bélica no Oriente Médio e a expectativa por importantes dados econômicos nos Estados Unidos. Na China, o índice de gerentes de compras (PMI) industrial subiu acima do esperado, mas ainda permaneceu em território de contração, indicando que a atividade do setor manufatureiro segue sob pressão. Já em Hong Kong, os investidores observaram com atenção a estreia da gigante do comércio eletrônico Shein na bolsa local, além de reagirem negativamente às ações da montadora BYD.

O índice Nikkei, de Tóquio, terminou com leve queda de 0,1%, alcançando 66.311,93 pontos, enquanto o sul-coreano Kospi avançou 0,46%, chegando a 6.820,02 pontos, impulsionado pelo desempenho das maiores empresas de semicondutores da região: Samsung Electronics subiu 1,2% e SK Hynix, 1,3%. Em Hong Kong, onde a atenção estava concentrada na Oferta Pública Inicial (IPO) da Shein e no desempenho da BYD, o Hang Seng fechou praticamente estável, com baixa marginal de 0,07% ao final da sessão, aos 25.566,99 pontos.

Segundo fontes ouvidas pela Bloomberg, a Shein teria captado cerca de US$ 1,7 bilhão em seu processo de fixação de preço para o IPO em Hong Kong, atribuindo à empresa um valor estimado em US$ 26 bilhões. Conhecida popularmente por suas roupas acessíveis e principalmente blusinhas baratas, a companhia deve começar a negociar suas ações na terça-feira (1º), ampliando sua presença global através do mercado de capitais.

Por outro lado, as ações da BYD, gigante chinesa do setor automotivo e de baterias, caíram 5,2% apesar de a empresa ter anunciado uma recuperação nos lucros do segundo trimestre. A retração na Bolsa de Hong Kong parece refletir as dificuldades que a montadora ainda enfrenta em seu mercado doméstico, mesmo que continue mostrando avanços em suas operações internacionais. No Brasil, a BYD alcançou um marco importante ao fabricar a milésima unidade de chassi para ônibus elétricos em sua fábrica de Campinas (SP), evidenciando o crescimento do setor de veículos elétricos no país. Vale destacar que essa informação foi divulgada pela CNN Brasil e ainda não foi confirmada por outras fontes.

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O cenário de volatilidade nas bolsas asiáticas também acompanha as tensões globais, como a nova fase de negociações entre China e Estados Unidos, ainda em andamento, especialmente sobre tarifas e a regulamentação da inteligência artificial. Além disso, agosto caminha para ser um dos meses com menor participação de investidores estrangeiros na bolsa chinesa em 2026, fator que pode impactar a liquidez e a tendência das ações locais nas próximas semanas.

Assim, o quadro atual reflete uma mistura de incertezas geopolíticas, conjuntura econômica delicada e movimentos estratégicos de grandes empresas asiáticas para se posicionar no mercado global. Acompanhar esses desdobramentos é fundamental para entender a dinâmica dos mercados no continente e suas relações com os principais players internacionais.

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O que sabemos?

  • Bolsas asiáticas fecharam sem direção única na segunda-feira (31).
  • Shein deve estrear na bolsa de Hong Kong na terça-feira (1º), com valor estimado em US$ 26 bilhões.
  • Ações da BYD caíram 5,2%, apesar da melhora no lucro do segundo trimestre.
  • BYD produziu mil chassis para ônibus elétricos na fábrica de Campinas (SP), segundo CNN Brasil.

Fontes

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