Economia

Bolsa alcança maior nível em quatro meses impulsionada pela alta do petróleo e queda do dólar

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Ativos brasileiros se valorizam apesar das tensões internacionais entre EUA e Irã, com Petrobras em destaque

Gráfico de alta do Ibovespa e queda do dólar com símbolos do petróleo e Petrobras
Imagem: Agência Brasil

Em meio a conflitos geopolíticos e indicadores econômicos internos, a bolsa brasileira fechou em alta de 1,3%, atingindo seu maior patamar desde maio. O dólar recuou para R$ 5,15, refletindo uma combinação de fatores locais e externos que mexem com o mercado financeiro.

O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, registrou nesta terça-feira (1º) uma alta de 1,3%, encerrando o pregão aos 179.722,48 pontos — seu nível mais alto em quase quatro meses, segundo dados da Agência Brasil. A valorização aconteceu em meio a uma conjuntura complexa no exterior e indicadores econômicos recentes, com destaque para a forte alta internacional do petróleo, que impulsionou os ativos do país.

O dólar comercial também apresentou movimentação significativa durante o dia. A moeda americana fechou em queda de 0,54%, cotada a R$ 5,153, acumulando uma desvalorização de 6,12% no ano até o momento. Na abertura, entretanto, o dólar chegou a subir para R$ 5,20 após a divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro do segundo trimestre, que indicou uma desaceleração da economia nacional.

A desaceleração do PIB reforçou a expectativa de que o Banco Central pode reduzir a Taxa Selic — juros básicos da economia atualmente em 14% ao ano — já que juros menores geralmente estimulam investimentos e consumo. No entanto, essa possibilidade também pode diminuir o apelo do país para investidores estrangeiros, acrescentando uma camada de incerteza para o mercado.

Ao longo da manhã, o dólar perdeu força e passou a se desvalorizar, acompanhando outras moedas de países emergentes e a valorização do petróleo. Por volta das 14h20, a divisa americana chegou a cair para R$ 5,13. Em contraste, no âmbito internacional, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar contra uma cesta de seis moedas fortes, subia 0,27%, atingindo 99,681 pontos no fim da tarde, refletindo uma dinâmica distinta entre economias desenvolvidas e emergentes.

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As ações da Petrobras foram as principais protagonistas entre os papéis mais negociados na bolsa, puxando a alta do Ibovespa. A valorização dos preços internacionais do petróleo, impulsionada pela escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã, favoreceu especialmente os ativos ligados ao setor de energia no Brasil, acentuando o avanço do mercado doméstico.

Apesar desse cenário de melhora no mercado acionário e desvalorização do dólar, a conexão entre as questões geopolíticas, os indicadores econômicos internos e a atuação do Banco Central mantém um ambiente de atenção e expectativa entre investidores e analistas. A Agência Brasil é até agora a única fonte que divulgou esses dados, e o mercado ainda acompanha possíveis reações adicionais tanto no Brasil quanto no exterior.

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O que sabemos?

  • Ibovespa subiu 1,3%, fechando aos 179.722,48 pontos, maior nível desde 12 de maio.
  • Dólar comercial encerrou o dia em queda de 0,54%, cotado a R$ 5,153.
  • Alta do petróleo internacional beneficiou o mercado financeiro brasileiro, especialmente ações da Petrobras.
  • Produto Interno Bruto do segundo trimestre mostrou desaceleração da economia, reforçando expectativa de possível redução da Taxa Selic.

Fontes

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