Bolsa sobe e dólar recua com eleições e tensão no Oriente Médio na segunda-feira
Ibovespa avança mais de 1,5% e petróleo sobe mais de 3% após ataque dos EUA no Irã
Nos primeiros negócios desta segunda-feira (31), o mercado financeiro brasileiro reagiu a fatores internacionais e políticos, com dólar em queda e bolsa em alta, enquanto preços do petróleo sobem devido a conflitos recentes no Oriente Médio.
O mercado financeiro brasileiro começou a semana em movimento coordenado, influenciado por fatores tanto internos quanto externos. Segundo dados das primeiras negociações desta segunda-feira (31), o dólar operava em queda frente ao real e o Ibovespa avançava mais de 1,5%, acima dos 178,3 mil pontos. A cotação da moeda americana recuava cerca de 0,5%, sendo negociada a R$ 5,167 na venda por volta das 9h55. O movimento acompanha também a tendência de desvalorização do dólar frente a uma cesta de moedas globais observada pelo índice DXY.
Ao mesmo tempo, os preços futuros do petróleo registraram alta superior a 3%, acompanhando o recrudescimento do conflito no Oriente Médio. A escalada das tensões ocorreu após os Estados Unidos promoverem seu primeiro ataque a alvos no Irã em semanas, fato que reacende a incerteza geopolítica e tem impacto direto nos preços de commodities energéticas.
Este cenário internacional se soma a questões domésticas relevantes, como a rodada mais recente da pesquisa Atlas/Bloomberg, divulgada nesta segunda-feira, sobre as eleições presidenciais brasileiras. Conforme os dados, o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, aparece com 43,4% das intenções de voto para o primeiro turno. Em segundo lugar está o senador Flávio Bolsonaro, do PL-RJ, com 33,7% das preferências, seguidos por Augusto Cury (Avante) com 7,8% e Renan Santos (Missão) com 7,6%.
No âmbito cambial, a sessão desta segunda será marcada pela definição da taxa Ptax de fim de mês, que é calculada pelo Banco Central com base nas cotações do mercado à vista. Essa taxa serve como referência para a liquidação de contratos futuros e tende a gerar volatilidade especialmente na primeira metade do dia, já que agentes financeiros tentam direcioná-la a níveis convenientes às suas posições.
Além dos fatores políticos e internacionais, o mercado também acompanha revisões para baixo nas expectativas para a inflação e o Produto Interno Bruto (PIB) em 2026.
Assim, a combinação entre a resolução da taxa Ptax, o cenário eleitoral e os desdobramentos no Oriente Médio revela um momento de atenção especial para agentes do mercado financeiro, com impactos que se desdobram tanto nas bolsas quanto no câmbio e nas commodities.
O que sabemos?
- Dólar opera em queda ante o real nas primeiras negociações desta segunda-feira (31).
- Ibovespa subia mais de 1,5%, estando acima dos 178,3 mil pontos por volta das 9h55.
- Dólar recuava cerca de 0,5%, negociado a R$ 5,167 na venda por volta das 9h55.
- Índice DXY mede valorização do dólar contra uma cesta de moedas globais, não especificamente contra o real.
- Preços futuros do petróleo operam em alta acima de 3%, em função da escalada no Oriente Médio após ataque dos EUA a alvos no Irã.
- Sessão será de definição da taxa Ptax de fim de mês, calculada pelo Banco Central com base nas cotações do mercado à vista e referência para liquidação de contratos futuros.
- Agentes financeiros tentam direcionar a Ptax a níveis mais convenientes às suas posições.
- Pesquisa Atlas/Bloomberg mostra Lula com 43,4% das intenções de voto para o primeiro turno, Flávio Bolsonaro com 33,7%, Augusto Cury com 7,8% e Renan Santos com 7,6%.
- Revisões para baixo nas expectativas de inflação e PIB em 2026 são monitoradas pelo mercado.
Fontes
- CNN Brasil imprensa





