Economia

Mercado financeiro reage a cenário eleitoral no Brasil e tensões no Oriente Médio

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Ibovespa sobe mais de 1,5% enquanto dólar oscila com impactos geopolíticos e dados econômicos

Gráfico mostrando alta do Ibovespa e variação do dólar com fundo de notícias sobre Oriente Médio
Imagem: Folha de S.Paulo

O mercado brasileiro começou a semana com movimentações marcadas pela combinação de fatores internos e externos: a definição das intenções de voto para as eleições presidenciais brasileiras e o aumento da tensão no Oriente Médio, com ataques dos EUA ao Irã. Esses elementos influenciaram a valorização do Ibovespa e a oscilação do dólar frente ao real nos últimos dois dias.

Na manhã desta segunda-feira (31), o índice Ibovespa, referência da bolsa de valores brasileira, subiu mais de 1,5%, superando os 178,3 mil pontos por volta das 9h55, segundo dados do mercado financeiro. Paralelamente, o dólar comercial operava em queda, com recuo de aproximadamente 0,5% diante do real, cotado a R$ 5,167 na venda. Essa movimentação reflete uma combinação de fatores presentes no radar dos investidores, como o cenário eleitoral brasileiro e o agravamento dos conflitos no Oriente Médio.

O ambiente geopolítico ficou mais instável após os Estados Unidos lançarem, no domingo (30), o primeiro ataque aos alvos no Irã em semanas. A ofensiva americana atingiu dois lançadores iranianos na ilha de Larak, situada no estreito de Hormuz, uma região estratégica para o comércio internacional de petróleo. Essa escalada nos confrontos fez os preços futuros do petróleo subirem mais de 3%, repercutindo nas negociações e valorização das ações de empresas do setor, que têm peso relevante no Ibovespa.

Além do impacto nas commodities, o conflito também causou nervosismo nos mercados globais devido à venda de títulos públicos em diferentes países, elevando o custo de financiamento para grandes economias. Nos Estados Unidos, o rendimento dos títulos do Tesouro com prazo de dez anos atingiu o maior nível desde janeiro de 2025, e os papéis de 30 anos permaneceram próximos da máxima registrada nas últimas duas décadas.

No mesmo período, o Banco Central do Brasil se preparava para a definição da taxa Ptax de fim de mês na segunda-feira, uma referência utilizada para liquidação de contratos futuros de dólar. Essa data costuma provocar maior volatilidade nos preços da moeda, conforme agentes financeiros buscam ajustar suas posições, seja na expectativa de alta ou baixa do câmbio.

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No âmbito interno, uma nova rodada da pesquisa Atlas/Bloomberg, divulgada na segunda, trouxe uma fotografia das intenções de voto para a eleição presidencial de outubro. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparecia com 43,4% das intenções de voto no primeiro turno, seguido pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com 33,7%. Outros candidatos na lista eram Augusto Cury (Avante), com 7,8%, e Renan Santos (Missão), com 7,6%, segundo levantamento publicado pela CNN Brasil.

Na manhã seguinte, terça-feira (1º), o dólar retomou alta sustentada pela cautela dos investidores diante da continuidade das tensões no Oriente Médio. Por volta das 9h40, a moeda americana subiu 0,13%, sendo cotada a R$ 5,190 contra o real, enquanto o índice DXY, que mede a força do dólar ante seis outras moedas fortes, avançava 0,20% para 99,62 pontos. Os dados econômicos brasileiros também influenciaram o mercado, com a confirmação do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 0,5% no segundo trimestre, segundo informações da Folha de S.Paulo e UOL Notícias.

Esse cenário de volatilidade mostra como eventos locais e internacionais, desde as tendências eleitorais até os choques geopolíticos, têm impacto direto na economia brasileira, interferindo nas cotações do dólar, dos títulos públicos e das ações na bolsa, evidenciando a necessidade de uma análise integrada para entender as movimentações recentes do mercado.

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O que sabemos?

  • Ibovespa subiu mais de 1,5% em 31 de julho, ultrapassando 178,3 mil pontos.
  • Dólar recuou cerca de 0,5% no dia 31/7 e subiu 0,13% em 1º de agosto, cotado a R$ 5,167 e R$ 5,190, respectivamente.
  • EUA atacaram bases iranianas no estroito de Hormuz em 30 de julho, aumentando tensões no Oriente Médio.
  • Pesquisa Atlas/Bloomberg indicou Lula com 43,4% e Flávio Bolsonaro com 33,7% nas intenções de voto para o primeiro turno.
  • O PIB brasileiro cresceu 0,5% no segundo trimestre de 2023.

Fontes

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