B3 propõe acordo para viabilizar compra da CRDC após recomendação de rejeição pelo Cade
Operação envolvendo 60% da Central de Registro de Direitos Creditórios será julgada hoje pelo órgão de defesa da concorrência
A B3 apresentou uma proposta de acordo com restrições para tentar reverter recomendação técnica contrária à compra da CRDC, empresa de tecnologia para o setor de crédito, em julgamento marcado para esta quarta-feira (2).
A compra de 60% da Central de Registro de Direitos Creditórios (CRDC) pela B3, que será julgada nesta quarta-feira (2) pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), ganhou um novo capítulo após a empresa apresentar uma proposta para viabilizar a operação. A CRDC é controlada pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e atua como infraestrutura de mercado e fornecedora de serviços de tecnologia para agentes do setor de concessão de crédito.
Segundo informação divulgada pela CNN Brasil, a área técnica do Cade manifestou preocupação com a aquisição e recomendou a rejeição da operação. A Superintendência-Geral (SG) classificou o caso como "complexo" devido a efeitos conglomerais e impactos potencialmente negativos à concorrência. A SG ressaltou que a combinação entre a aquisição, o acordo de parceria entre B3, CRDC e ACSP, o poder de portfólio da B3 e a ausência de propostas de eficiências ou remédios eficientes poderiam configurar um cenário concorrencial preocupante.
Para tentar contornar esse cenário, a B3 apresentou um Acordo em Controle de Concentrações (ACC) com restrições que, segundo a empresa, podem viabilizar a aprovação pelo Cade. A operação também prevê um acordo de parceria entre B3, CRDC e ACSP para ampliar a atuação conjunta no mercado de soluções de crédito, fortalecendo a infraestrutura para operações financeiras relacionadas a direitos creditórios.
A B3, holding do Grupo B3, é responsável pela prestação de serviços de infraestrutura para o mercado financeiro e de capitais, abrangendo atividades em bolsa de valores e mercado de balcão, incluindo registro e depósito de operações. Já a CRDC, fundada em 2014, possui papel estratégico como empresa especializada na oferta de tecnologias para o setor de crédito e funciona como uma infraestrutura essencial para o mercado.
O julgamento da operação está a cargo do conselheiro José Levi Mello do Amaral Júnior, do tribunal do Cade. Até momento, não há pronunciamento oficial do Cade sobre a decisão final, e a informação segue limitada às fontes citadas. A complexidade e os possíveis efeitos desta operação mostram como a estrutura e a regulação do mercado financeiro brasileiro buscam equilibrar inovação e competitividade.
O que sabemos?
- O Cade julga hoje a compra de 60% da CRDC pela B3.
- A área técnica do Cade recomendou a rejeição da operação, devido a preocupações concorrenciais.
- B3 propôs um acordo com restrições para tentar viabilizar a aprovação.
- A operação inclui um acordo de parceria entre B3, CRDC e ACSP para ampliar soluções de crédito.
Fontes
- CNN Brasil imprensa





