Anac avalia mudanças na meta de combustível sustentável na aviação brasileira
Revisão busca propor novas metas de redução de emissões e impacto ambiental
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) estuda alterar as metas estabelecidas para o uso de combustíveis sustentáveis na aviação, com o objetivo de promover maior rigor nas reduções de gases de efeito estufa.
Segundo informações da fonte única, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) está em processo de análise para revisar as metas atualmente estabelecidas para a adoção de combustível sustentável na aviação brasileira. Essa iniciativa visa trocar a trajetória de crescimento progressivo do uso de SAF (Sustainable Aviation Fuel, ou combustível de aviação sustentável) por um sistema que concentre esforços na obtenção de resultados ambientais mais efetivos, como a redução real de emissões de gases de efeito estufa.
Atualmente, as regras determinam que a participação do combustível sustentável na mistura do querosene de aviação deve começar em 2% entre 2025 e 2028, aumentando para 4% em 2029 e assim sucessivamente, chegando a 20% em 2037, 52% em 2044, 60% em 2045, e 100% em 2050. A expectativa é que essas metas sejam revisadas para que possam ser alinhadas com uma nova abordagem de medição, que priorize resultados ambientais ao invés do volume absoluto de combustível utilizado. Segundo a fonte, a ideia é que o setor passe a ser avaliado pela quantidade de emissões realmente reduzidas, e não apenas pelos percentuais de mistura adicionados ao querosene convencional.
Essa proposta de mudança, ainda não confirmada oficialmente, visa estimular o setor aéreo a buscar investimentos mais efetivos em tecnologias que diminuam a pegada de carbono, além de facilitar o acesso de companhias aéreas a créditos de sustentabilidade e financiamentos verdes. Além disso, a alteração impactaria o entendimento do que pode ser considerado uma atividade da aviação classificada como sustentável pelo governo, influenciando políticas de incentivos e empréstimos específicos para o setor.
Segundo fontes próximas ao tema, a mudança também revela uma preocupação da Anac em ampliar a eficiência das ações ambientais, alinhando-se a tendências internacionais de medir resultados concretos, ao invés de apenas volumes ou porcentagens de mistura de combustíveis.
Até o momento, a agência não se pronunciou oficialmente sobre o andamento dessa revisão, e especialistas aguardam a definição de próximos passos para entender exatamente como a política será ajustada e quais impactos terão na aviação do Brasil nos próximos anos.
O que sabemos?
- A Anac quer revisar as metas de adoção de combustível sustentável na aviação.
- Atualmente, a participação do SAF começa em 2% entre 2025 e 2028, e deve chegar a 100% em 2050.
- A proposta é trocar o foco de volume de combustível para resultados ambientais, como a redução de emissões.
- Ainda não há confirmação oficial da mudança.
- A revisão poderia alterar a classificação de atividades sustentáveis na aviação brasileira.
Fontes
- UOL Notícias imprensa
- Folha de S.Paulo imprensa




