Economia

Setor de oleaginosas no Brasil registra avanço na capacidade de processamento e novos investimentos

Em apuração ?

Indústria investe mais de R$ 7,6 bilhões e deve gerar milhares de empregos em 2026

Fábrica de processamento de oleaginosas no Brasil com máquinas industriais
Imagem: CNN Brasil

A produção brasileira de oleaginosas cresceu 13,1% em 2026, com investimentos de R$ 7,65 bilhões em expansão de unidades, refletindo a alta na demanda por óleo e farelo. O setor também ampliou o número de empresas e unidades industriais, favorecendo o crescimento do cultivo de soja e uso de biocombustíveis.

O setor de oleaginosas no Brasil passou por uma expansão significativa em 2026, com a capacidade de processamento atingindo aproximadamente 86,4 milhões de toneladas, um aumento de 13,1% em relação ao levantamento anterior, segundo a ABIOVE (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais). Além disso, os investimentos realizados na cadeia produtiva chegaram a R$ 7,65 bilhões, destinados à expansão e implantação de novas unidades industriais, o que deve gerar cerca de 1.350 empregos diretos e 12.100 indiretos, totalizando aproximadamente 13,4 mil postos de trabalho.

A ampliação da capacidade diária de processamento deve acrescentar cerca de 22.550 toneladas por dia ao volume total, o que representa um incremento anual de aproximadamente 7,4 milhões de toneladas. Atualmente, a capacidade instalada das indústrias brasileiras de oleaginosas está em torno de 261.868 toneladas diárias, considerando plantas operando e as que estão paradas. Quando analisadas apenas as unidades em funcionamento, esse número chega a 255.544 toneladas por dia, um avanço de 16,2% em relação ao levantamento de 2025.

Segundo a mesma fonte, o crescimento também se reflete na quantidade de empresas e unidades industriais do setor. O número de processadoras subiu de 75 para 89, uma alta de 18,7%, enquanto o número de unidades passou de 149 para 157. O número de plantas ativas aumentou de 131 para 148, embora o total de unidades paradas tenha caído de 12 para seis, além de existirem atualmente três instalações em construção, ante seis no levantamento anterior. O centro-oeste permanece como principal polo de processamento, concentrando 42,9% da capacidade nacional, com Mato Grosso liderando, com uma capacidade diária de 56.559 toneladas.

O setor também mostrou crescimento no refino de óleos vegetais, com o número de empresas passando de 38 para 39 e as unidades industriais de 66 para 67. A capacidade de refino totalizou 26.425 toneladas diárias, uma alta de 2,5% frente ao ano passado, o que equivale a uma produção anual de aproximadamente 8,7 milhões de toneladas. Em relação ao envase, a capacidade permaneceu estável em 14.811 toneladas por dia, o que representa cerca de 4,9 milhões de toneladas por ano.

Segundo Daniel Furlan Amaral, diretor de Economia e Assuntos Regulatórios da ABIOVE, o crescimento do setor reflete a expansão na demanda por óleo e farelo de soja, impulsionada principalmente pela produção de biodiesel. “O salto expressivo de mais de 13% reflete a resposta da indústria para atender ao aumento da demanda por farelo e óleo, este último impulsionado pelo biodiesel”, afirmou ele. Ainda não há confirmação oficial de outras fontes sobre dados adicionais, como a informação divulgada apenas pela CNN Brasil sobre possíveis investimentos e crescimento, que aguarda confirmação. A maioria dos especialistas apontam que a tendência de expansão reforça a importância econômica do setor de oleaginosas para o Mato Grosso e demais regiões agrícolas do Brasil.

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O que sabemos?

  • A capacidade de processamento de oleaginosas no Brasil em 2026 alcançou aproximadamente 86,4 milhões de toneladas.
  • Foram investidos R$ 7,65 bilhões na expansão e implantação de novas unidades, podendo gerar cerca de 13,4 mil empregos.
  • O setor cresceu 13,1% na capacidade de processamento em relação ao levantamento anterior.
  • O número de empresas passou de 75 para 89, unidades industriais de 149 para 157, e plantas ativas de 131 para 148.
  • A capacidade de refino atingiu 26.425 toneladas diárias, com aumento de 2,5%.

Fontes

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