Economia

Mercado reage positivamente a possível melhora na percepção fiscal do Brasil

Em apuração ?

Reações nos ativos indicam otimismo após levantamentos de expectativas sobre as contas públicas

Grafico de volatilidade do mercado financeiro na segunda-feira
Imagem: Folha de S.Paulo

Após o primeiro turno das eleições, mercados brasileiros e internacionais apresentaram forte valorização, refletindo esperança de mudança na política fiscal do país. O movimento, ainda não totalmente confirmado, foi registrado na segunda-feira (5) com alta no real, na Bolsa de Valores e na queda dos juros futuros.

Na segunda-feira (5), o mercado financeiro brasileiro entrou para a história ao registrar uma valorização expressiva logo na abertura. Segundo fontes, o real se valorizou 4,5%, levando o dólar a ficar abaixo dos R$ 5, enquanto a Bolsa de Valores subiu 8%, atingindo acima de 200 mil pontos pela primeira vez. Além disso, os juros futuros recuaram 110 pontos-base, indicando uma expectativa de melhora na percepção de risco do país.

As ações do Banco do Brasil dispararam 21%, enquanto o ETF EWZ, principal fundo de investimento que acompanha o mercado de ações brasileiro na Bolsa de Nova York, avançou 12%. Segundo uma fonte especializada, esses movimentos refletem uma demanda crescente por ativos brasileiros, resultado de uma expectativa otimista sobre o cenário fiscal, que pode melhorar com a aprovação de medidas pelo próximo governo. No entanto, essa leitura ainda não é oficial e depende de ações concretas que podem levar tempo para serem implementadas.

Analistas apontam que essas variações nos preços dos ativos demonstram que os investidores estão atribuindo maior valor ao Brasil em função de uma possível mudança na trajetória das contas públicas. Apesar de ainda não confirmado oficialmente, há uma esperança de que o cenário político traga um esforço para colocar as finanças do país em ordem, o que reduziria o prêmio de risco e traria benefícios à economia toda. O crescimento acelerado da dívida bruta, que atingiu 82,9% do PIB em agosto, e os juros reais elevados por anos são fatores que contribuem para essa percepção, segundo fontes especializadas.

A redução de 110 pontos-base nos juros futuros, em um dia, demonstra que o mercado está reagindo sobretudo a ajustes fiscais e não a fatores monetários. Ainda assim, especialistas alertam que o real impacto dependerá de um plano crível, capaz de ser aprovado no Congresso e colocado em prática. Estima-se que o ajuste necessário para estabilizar a dívida seja de cerca de 2% do PIB, o que reforça a importância de uma agenda fiscal consistente, mesmo com as incertezas que ainda existem sobre o resultado das eleições.

Por fim, análises indicam que esse movimento nos preços também revela o quanto as incertezas sobre as contas públicas estavam elevadas antes da apuração, e que a reação deste início de semana é mais um reflexo do presente do que uma previsão definitiva do futuro. Segundo fontes, a continuidade dessa tendência dependerá da capacidade do próximo governo de propor e aprovar medidas fiscais eficazes, além do papel do Congresso na sua implementação, que será fundamental para consolidar esse sentimento de otimismo no mercado.

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O que sabemos?

  • Mercado financeiro brasileiro teve forte valorização na segunda-feira (5).
  • Real se valorizou 4,5%, dólar abaixo de R$ 5.
  • Bolsa subiu 8%, atingindo mais de 200 mil pontos.
  • Juros futuros recuaram 110 pontos-base.
  • Ações do Banco do Brasil subiram 21%; ETF EWZ avançou 12%.
  • Movimentos refletem expectativa de melhora na percepção fiscal, embora ainda não sejam confirmações oficiais.

Fontes

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