Economia

Açúcar sobe mais de 3% em Nova York com cenário de déficit global para 2026/27

Em apuração ?

Perspectiva de oferta mais apertada na próxima safra e demanda crescente por etanol sustentam alta da commodity

Gráfico de alta dos preços do açúcar na Bolsa de Nova York
Imagem: CNN Brasil

Os contratos futuros de açúcar fecharam em forte alta na Bolsa de Nova York na terça-feira, 1º de setembro, após a divulgação de um possível déficit global para a safra 2026/27 e uma maior demanda por biocombustíveis a partir da cana-de-açúcar.

Os preços futuros do açúcar encerraram a sessão da última terça-feira (1º) com alta de 3,09%, chegando a 18,36 centavos de dólar por libra-peso na Bolsa de Nova York. Segundo Maurício Muruci, analista da Safras & Mercado, esse movimento expressivo reflete uma retomada dos preços depois de uma realização de lucros vista no fim de agosto e aponta para uma expectativa de elevação gradual até a faixa de 18,50 centavos por libra-peso.

Essa valorização ocorre num contexto de preocupações globais com a oferta da commodity, já que a Organização Internacional do Açúcar (ISO) projetou um déficit mundial de 200 mil toneladas para a safra 2026/27. Contrapondo esse cenário, a entidade estimava anteriormente um superávit de 1,1 milhão de toneladas para o ciclo 2025/26, o que marca uma reviravolta significativa na balança entre oferta e demanda.

A alta recente do açúcar acompanha um movimento de recuperação dos preços internacionais: na última sexta-feira, os contratos negociados em Nova York atingiram o maior valor dos últimos 16 meses, enquanto o padrão em Londres chegou ao nível mais alto em 17 meses no dia 20 de agosto. Esse ambiente demonstra maior apreensão quanto à disponibilidade futura do açúcar no mercado global.

Além dos fundamentos próprios da matéria-prima, Muruci destaca uma influência adicional vinda do mercado brasileiro de etanol, que compete diretamente com o açúcar na utilização da cana. "A demanda interna por etanol hidratado e por gasolina C, que utiliza etanol anidro, vem aumentando e pode estimular as usinas a destinar uma parcela maior da cana para a produção de biocombustíveis", explicou. Essa tendência tende a reduzir a oferta de açúcar, já que a produção de etanol consome parte importante da matéria-prima.

Essa dinâmica ganha força com a entrada da safra 2026/27 em sua segunda metade, período em que é comum a redução sazonal do suprimento de etanol. A combinação desses fatores gera um cenário de oferta mais apertada que tem sustentado os preços em alta. A informação sobre o déficit e as análises de Muruci foram divulgadas inicialmente pela CNN Brasil e ainda não foram confirmadas por outras fontes oficiais, o que recomenda cautela na interpretação do quadro futuro.

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O que sabemos?

  • Os contratos futuros de açúcar subiram 3,09% em 1º de setembro na Bolsa de Nova York, alcançando 18,36 centavos de dólar por libra-peso.
  • A ISO prevê déficit global de 200 mil toneladas para a safra 2026/27, contra superávit estimado para 2025/26.
  • A demanda por etanol no Brasil tem impacto direto na oferta de açúcar, pois a cana pode ser direcionada para biocombustíveis.
  • Dados sobre o déficit e a alta foram divulgados pela CNN Brasil e ainda não confirmados por outras fontes.

Fontes

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