Ciência

Pesquisadores usam impressora 3D para desenvolver método de detecção de composto explosivo

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Inovação busca facilitar identificação rápida de substâncias químicas perigosas em ambientes remotos

Caneta de brinquedo modificada imprimindo eletrodos em uma superfície de laboratório
Imagem: Jornal da USP

Estudo na USP criou um sistema que utiliza eletrodos impressos em 3D para detectar ácido pícrico, substância explosiva e poluente. A tecnologia pode acelerar ações de segurança e investigação.

Pesquisadores do Instituto de Química da Universidade de São Paulo (USP) estão desenvolvendo uma inovadora ferramenta que promete mudar a forma como compostos explosivos, em especial o ácido pícrico, são identificados no ambiente. Segundo uma fonte do próprio instituto, a inovação consiste na fabricação de eletrodos feitos por impressão 3D, uma técnica que utiliza canetas de brinquedo modificadas com filamentos de baixo custo, capazes de gerar dispositivos eletroquímicos funcionais. Ainda não há confirmação oficial de que esse método esteja pronto para uso em operações de segurança ou inspeções, mas o estudo, publicado na revista Microchimica Acta, mostra um potencial promissor para a análise rápida de amostras de maneira mais acessível e menos dependente de equipamentos caros.

De acordo com os pesquisadores, a principal vantagem dessa tecnologia é a possibilidade de realizar análises rápidas fora de laboratórios especializados, o que é especialmente útil em regiões remotas ou de difícil acesso. O sistema, que utiliza eletrodos produzidos com materiais como ácido poliláctico e carbono negro, permite detectar o ácido pícrico – um composto explosivo utilizado industrialmente como corante, mas que apresenta riscos ambientais e à saúde humana, sobretudo quando há contato com água ou ar. Segundo o orientador do estudo, uma análise rápida pode ajudar na tomada de decisão de segurança, indicando se a água de um rio ou outro ambiente contém a substância, sem a necessidade de enviar grandes amostras para análise em laboratório, o que consumiria tempo e recursos financeiros.

O método funciona por meio de respostas eletroquímicas que ocorrem nos eletrodos fabricados com filamentos de impressão 3D, usando materiais como o carbono e o ácido poliláctico, que se moldam após aquecimento interno. Em comparação com os eletrodos tradicionais de metais nobres, como platina ou ouro, essa tecnologia de impressão visa baratear os custos e ampliar o acesso ao procedimento, oferecendo uma solução prática para situações que exijam uma triagem rápida. Ainda não há confirmação oficial, contudo, de que a tecnologia já esteja sendo aplicada em operações policiais ou ambientais.

Segundo a fonte do Instituto de Química, além do ácido pícrico, o sistema portátil pode também auxiliar na identificação de diferentes substâncias explosivas, contribuindo para a segurança em áreas de risco ou de difícil monitoramento. Thiago Paixão, orientador do estudo, destacou que, usando uma quantidade muito pequena de amostra, o dispositivo pode fornecer informações em poucos minutos, ajudando perícias e análises posteriores. Ainda não se sabe quando essa tecnologia poderá ser amplamente utilizada, pois aguarda validações adicionais. Por ora, o desenvolvimento representa uma inovação promissora na área de análise química portable, com o potencial de facilitar procedimentos de segurança e proteção ambiental.

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O que sabemos?

  • Pesquisadores do Instituto de Química da USP criaram um método com impressão 3D para detectar ácido pícrico.
  • O sistema usa eletrodos feitos de filamentos de plástico e carbono, produzidos por canetas modificadas.
  • A tecnologia permite análises rápidas fora de laboratórios caros, facilitando a identificação de compostos explosivos.
  • O ácido pícrico é utilizado industrialmente mas apresenta riscos ambientais e à saúde humana.

Fontes

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