Tecnologia da Nasa revela estruturas antigas escondidas em fotos de satélite
Técnica de processamento de imagens consegue trazer à tona detalhes que antes passavam despercebidos, como pinturas rupestres e formações geomorfológicas
Uma nova aplicação de uma técnica desenvolvida pela Nasa permite identificar detalhes invisíveis em imagens de satélite, revelando estruturas antigas e arte rupestre em locais como Baja California e Angkor Wat. Profissionais usaram o método para buscar sinais que normalmente se perdem na digitalização ou no desbotamento.
A descoberta de detalhes ocultos em imagens de satélite está revitalizando estudos arqueológicos e científicos ao redor do mundo. Segundo fontes ligadas à Nasa, uma técnica de processamento de imagens, chamada DStretch, foi usada para intensificar contrastes em registros digitais, permitindo a visualização de estruturas antigas e arte rupestre que antes não eram perceptíveis. O método, originalmente criado para melhorar imagens de satélites, ganhou destaque após sua aplicação em locais como a Caverna de San Borjitas, em Baja California, no México, onde revelou inscrições e formações que estavam escondidas devido à descoloração ou à degradação do tempo.
O procedimento foi utilizado também na análise de pinturas no antigo templo de Angkor Wat, no Camboja, onde pinturas que retratam cavaleiros e conjuntos musicais tradicionais ficaram invisíveis a olhos nus por causa de sua deterioração. Essas obras se somaram a cerca de 200 outras descobertas no mesmo complexo, feitas por um arqueólogo que adotou o método entre 2010 e 2012. Ainda não há confirmação oficial de que a técnica seja amplamente utilizada em outras regiões, mas a expectativa é que ela possa facilitar a localização de artefatos e estruturas que, até então, eram considerados perdidos pelo tempo.
Um profissional aposentado ligado ao estudo de imagens, conhecido por seu interesse em arte rupestre, explica que conheceu o método em 2005 ao ver os registros da Nasa de imagens de Marte. Segundo ele, a partir de análises de imagens médicas, percebeu o potencial da técnica e desenvolveu um plugin para uso no programa de código aberto ImageJ, criado pelos Institutos Nacionais de Saúde. Ele revela que atualmente atende cerca de 200 solicitações por ano para aplicar o DStretch em diversas imagens, seja para fins arqueológicos ou científicos. Ainda não há, todavia, confirmação de que a técnica esteja sendo utilizada em outros centros de pesquisa ou países além do cenário já conhecido.
O método, que potencializa contrastes sem alterar a essência da imagem original, promete abrir novas fronteiras na investigação de sítios arqueológicos e na documentação de artefatos históricos. A aplicação de tecnologia de imagem para revelar segredos do passado demonstra como avanços científicos podem ajudar na preservação da nossa história, com a possibilidade de descobrir novos detalhes de civilizações antigas e culturas perdidas. Por ora, a comunidade científica aguarda confirmações adicionais sobre a expansão do uso dessa técnica, que ainda está em fase de testes e validações.
O que sabemos?
- Técnica de processamento de imagens da Nasa revela detalhes ocultos em fotos de satélite.
- Aplicação do método foi usada na Caverna de San Borjitas, México, e em Angkor Wat, Camboja.
- Profissional aposentado criou plugin para software de código aberto usado em análises.
- A técnica potencializa contrastes para revelar estruturas invisíveis a olho nu.
- Ainda não há confirmação oficial de uso extensivo em outros locais ou países.
Fontes
- CNN Brasil imprensa




