Ciência

Cientistas de Singapura criam o relógio atômico mais preciso do mundo

Em apuração ?

Tecnologia promete avanços na física fundamental e repercussões na definição do tempo padrão

Imagem representando o relógio atômico de lutécio com detalhes tecnológicos
Imagem: Revista Galileu

Um grupo de pesquisadores de Singapura desenvolveu um relógio atômico que supera todos os registros anteriores, usando o elemento lutécio. A precisão é tamanha que pode ajudar a descobrir novos mistérios na física.

Segundo informações divulgadas pela revista científica Galileu, cientistas de Singapura construíram um relógio atômico considerado o mais preciso do mundo até hoje. Equipado com o elemento lutécio (Lu), o novo dispositivo é capaz de medir o tempo com uma exatidão nunca antes alcançada, chegando a uma incerteza de apenas 1×10⁻¹⁹. Essa precisão é resultado de medições que vão até 19 casas decimais na frequência, tornando-o uma ferramenta potencialmente revolucionária para estudos básicos na física fundamental.

De acordo com Murray Barrett, da Universidade Nacional de Singapura envolvido no projeto, eles têm confiança de que seu relógio atômico é, de fato, o mais preciso do mundo, baseando sua afirmação em uma comparação com modelos anteriores, construídos com outros elementos. Ainda não há confirmação oficial de que esses resultados tenham sido reconhecidos internacionalmente pelo órgão que regula os padrões do tempo, mas o estudo, publicado na revista Nature nesta quarta-feira, (23), reforça o avanço de Singapura na área da cronometria de alta precisão.

Desde a década de 1960, os relógios atômicos de césio (Cs) têm servido como padrão global para a medição do segundo, definido pelo número de vibrações do átomo de césio-133. No entanto, elementos mais modernos, como o itérbio, o estrôncio e o alumínio, já demonstraram maior precisão. Esses relógios mais avançados vêm sendo considerados para uma possível redefinição do conceito de segundo, que pode acontecer até 2030, uma mudança que impactaria desde sistemas de navegação até a sincronização da internet.

The researchers escolheram o lutécio há mais de uma década por suas propriedades únicas, e até o momento, seguem sendo os únicos a utilizá-lo em relógios atômicos dessa natureza. A equipe afirma que a tecnologia pode ajudar a desvendar mistérios ainda não revelados na física fundamental, pois um relógio com tanta precisão é capaz de detectar pequenas variações que outros modelos não conseguem captar.

Apesar de os detalhes técnicos ainda aguardarem confirmação por outras fontes, o avanço demonstra o potencial de aprimoramento na medição do tempo, uma conquista que pode influenciar na definição do padrão global de segundos no futuro. Ainda não há previsão oficial sobre a aplicação prática dessa tecnologia, mas o impacto para o campo da ciência, especialmente para estudos que envolvem a precisão do tempo, promete ser significativo.

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O que sabemos?

  • Cientistas de Singapura desenvolveram o relógio atômico mais preciso do mundo, usando lutécio.
  • A incerteza na medição é de apenas 1×10⁻¹⁹, menor que qualquer relógio anterior.
  • O estudo foi publicado na revista Nature em 23 de setembro de 2026.
  • A tecnologia pode ajudar a redefinir a definição do segundo até 2030.

Fontes

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