Ciência

Primeiro rastro de pegadas de T. rex estimula novas investigações sobre o dinossauro

Em apuração ?

Descoberta na Dakota do Norte revela passos antigos de um dos predadores mais famosos do planeta

Pegadas de um T. rex em formação geológica na Dakota do Norte
Imagem: Revista Galileu

Um conjunto de pegadas presumivelmente de Tyrannosaurus rex foi encontrado na formação Hell Creek, no Estados Unidos. Através de tecnologia avançada, cientistas conseguiram registrar detalhes inéditos do animal há 66 milhões de anos.

Na formação geológica conhecida como Hell Creek, no sudoeste de Dakota do Norte, uma equipe internacional identificou, em 2025, um conjunto de quatro pegadas atribuídas a um Tyrannosaurus rex, considerado o maior predador terrestre de seu tempo. A descoberta, ainda não oficialmente confirmada por todas as fontes, representa o primeiro rastro conhecido de um T. rex adulto em movimento, oferecendo uma nova perspectiva sobre o comportamento e a locomção do animal há cerca de 66,5 milhões de anos.

As pegadas, encontradas em terras federais e publicadas na revista científica Journal of Vertebrate Paleontology, têm aproximadamente 0,91 metro de comprimento cada, formadas por marcas de três dedos, duas do lado esquerdo e duas do direito, além de apresentarem uma passada de cerca de 3,96 metros. Segundo os pesquisadores, essas medidas ajudam a estimar o porte do animal e sua velocidade de deslocamento, que deve ter ficado entre 5,6 e 7,2 km/h — semelhante à caminhada acelerada de um ser humano. Porém, devido ao desgaste nas marcas, esses números ainda são considerados aproximados, e a confirmação exata de detalhes do comportamento continua em análise.

A equipe liderada pelo Museu de Natureza e Ciência de Denver e pela Universidade Liverpool John Moores utilizou tecnologia de escaneamento de superfície 3D de alta resolução para registrar as pegadas sem precisar estar no local. Peter Falkingham, professor de paleobiologia e principal autor do estudo, explica que essa tecnologia permite uma análise detalhada das marcas digitais, facilitando estudos sem deslocamentos ao sítio, além de possibilitar a produção de modelos físicos em 3D.

Segundo Falkingham, embora os fósseis de ossos de T. rex sejam relativamente comuns na região, essas pegadas oferecem uma oportunidade rara de entender a ação do animal em seu habitat, capturando um momento do seu comportamento de caminhante. Além dele, o curador sênior de paleontologia de vertebrados do Museu de Natureza e Ciência de Denver reforça a importância do achado, destacando que seguir um rastro é a melhor maneira de entender como esses animais se movimentavam no passado.

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Apesar de ainda aguardarem confirmações adicionais, os cientistas acreditam que o autor mais provável dessas pegadas é um T. rex adulto, devido ao tamanho excepcional das marcas e ao formato estreito dos dedos, além do elevado número de fósseis da espécie na mesma região. Ainda não há informações de que outras espécies de dinossauros possam ter deixado marcas semelhantes no local, o que reforça a hipótese do maior predador terrestre na época ser o responsável pelo rastro.

Diante dessa descoberta, as próximas etapas incluem aprofundar os estudos sobre a velocidade, o comportamento e as condições ambientais em que o animal se deslocava, contribuindo para o entendimento sobre a vida dos dinossauros à beira da extinção. Mesmo que essa seja uma peça importante para a paleontologia, os pesquisadores ressaltam que, por enquanto, muitas das conclusões dependem ainda de análises complementares e de confirmação oficial das instituições responsáveis.

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O que sabemos?

  • Pegadas provavelmente de T. rex foram encontradas na Dakota do Norte.
  • Rastro possui quatro pegadas de três dedos, cada uma com cerca de 0,91 metro.
  • A passada entre as pegadas mede aproximadamente 3,96 metros.
  • Velocidade estimada do animal ao caminhar é entre 5,6 e 7,2 km/h.

Fontes

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