Descobertas no fundo do mar do Alasca revelam nove novas espécies de esponjas
Pesquisa mostra biodiversidade pouco explorada na região, mesmo diante das ameaças da mineração
Cientistas identificaram nove novas espécies de esponjas marinhas no Golfo do Alasca e nas Ilhas Aleutas, elevando para 232 o total conhecido na região. A descoberta reforça a biodiversidade ainda inexplorada do fundo marinho, apesar das dificuldades de acesso e das ameaças ambientais derivadas da exploração mineral.
Segundo a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (Noaa), novas espécies de esponjas foram descobertas no fundo do mar do Alasca na última quinta-feira, 10 de setembro. A descoberta inclui nove novas espécies detectionadas no Golfo do Alasca e nas Ilhas Aleutas, aumentando para 232 o número de espécies já identificadas na região. O esforço de pesquisa acontece em meio a um contexto de crescente preocupação com a exploração de minérios no fundo oceânico do Alasca, uma atividade que tem gerado debates sobre os impactos ambientais na biodiversidade. As esponjas, organismos que existem há pelo menos 600 milhões de anos, são muitas vezes chamadas de "bomas de água vivas" por sua capacidade de filtrar a água e por sua importância ecológica. Segundo Sean Rooney, biólogo pesqueiro da Noaa e coautor do estudo, "As esponjas são ecologicamente importantes, não são plantas, mas, como árvores de uma floresta, criam uma estrutura complexa no fundo do mar que fornece habitat e refúgio para espécies comerciais como peixes e caranguejos". Porém, por mais que pareçam simples, a identificação dessas espécies ainda requer análises moleculares, pois diferenças de aparência podem não ser suficientes para distinguir uma espécie de outra. O levantamento, que é realizado anualmente pelo Noaa Fisheries, revela que o solo rochoso e de difícil acesso do fundo marinho do Alasca limita os levantamentos tradicionais, mas que, mesmo assim, novas espécies continuam sendo descobertas. Rooney destacou que cada descoberta abre novas possibilidades de pesquisa, afirmando: "Existem hoje mais de 232 espécies identificadas de esponjas na região, e provavelmente outras centenas que ainda não conhecemos. O futuro neste campo é emocionante". Entretanto, essa pesquisa acontece ao redor de uma área sob forte ameaça de exploração mineral, uma atividade que, segundo críticas, pode colocar em risco essas e outras espécies ainda por descobrir. Ainda não há confirmação oficial de que os esforços de pesquisa estejam sendo impactados por essa ameaça, mas o clima de tensão cresce entre pesquisadores e setores industriais. Ainda não se sabe se as descobertas irão influenciar políticas públicas ou regulações ambientais na região, já que o tema é objeto de controvérsia. Apesar da importância ecológica e biológica dessas novas espécies, o debate entre desenvolvimento econômico e preservação ambiental permanece aceso, especialmente na região do Alasca, onde os recursos naturais são considerados estratégicos.
Fontes
- Aventuras na História fonte especializada





