Ciência

NASA revela descoberta de objetos celestes menores do que se imaginava

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Novos estudos com telescópio Webb desafiam modelos tradicionais de formação de estrelas

Imagem do Telescópio Webb mostrando regiões de formação de estrelas.
Imagem: NASA

Pesquisa usando o Telescópio Webb da NASA identificou porções inéditas de corpos celestes com massas surpreendentemente pequenas. A descoberta inclui anãs marrons quase do tamanho de um planeta, o que pode mudar conceitos sobre o nascimento de estrelas.

Uma equipe de astrônomos, utilizando o telescópio Webb da NASA, divulgou uma descoberta que promete ampliar o entendimento sobre o nascimento de estrelas e objetos subestelares. Segundo fontes da própria NASA, foram identificadas anãs marrons com massas tão baixas que chegam a apenas o dobro da massa de Júpiter, o maior planeta do nosso sistema solar. Caso confirmada por outras fontes, essa descoberta representa uma mudança significativa nos modelos teóricos que explicam como esses corpos se formam e qual é o limite mínimo de massa para uma anã marrom, uma classe de objetos que, embora se originem do mesmo processo que estrelas, não conseguem iniciar a fusão de hidrogênio em seus centros.

Essa análise detalhada foi feita a partir de imagens captadas pelo instrumento NIRCam, responsável por detectar o brilho de objetos em infravermelho. Segundo o site oficial da NASA, a equipe começou a estudar a região de IC 348, na constelação de Perseus, em 2022, quando identificaram anãs marrons com cerca de três a quatro vezes a massa de Júpiter. Agora, em 2024, usando essa mesma tecnologia, os pesquisadores aprofundaram a investigação e conseguiram encontrar corpos ainda menores, com aproximadamente o dobro da massa do gigante gasoso. A expectativa é que esses objetos, além de terem uma massa excepcionalmente baixa, possam fornecer pistas sobre a formação de planetas e estrelas de forma conjunta.

De acordo com os cientistas, a descoberta mais surpreendente foi de uma dessas anãs marrons, que exibiam sinais de estar cercada por um disco de material, sugerindo formação de possíveis planetas ao seu redor. Ainda segundo o relato da equipe, uma análise espectroscópica realizada em 2025 revelou uma característica incomum nesses corpos, atribuída a uma molécula de hidrocarboneto — composta por carbono e hidrogênio — que, até então, só tinha sido detectada em atmosferas de objetos de massa muito menor. Esse aspecto reforça a hipótese de que esses corpos representam uma nova classe espectroscópica, diferenciada das demais já conhecidas.

Apesar de ainda não confirmado oficialmente por órgãos independentes, o avanço nas observações do Webb indica que somos capazes de detectar objetos com massas de poucos bilhões de toneladas, muito menores do que os corpos que tradicionalmente se consideram 'estrelas' ou 'anãs marrons'. Os pesquisadores ressaltam ainda que essa descoberta desafia os atuais modelos que estabelecem um limite mínimo para a formação de anãs marrons, o que pode abrir caminhos para novas teorias ainda não consolidadas. O estudo completo, que também inclui uma abrangente coleção de protostars na mesma região, ainda aguarda confirmações de outras instituições além da NASA.

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O que sabemos?

  • Foram identificadas anãs marrons com apenas o dobro da massa de Júpiter.
  • A descoberta foi feita na região de IC 348, na constelação de Perseus.
  • Condições de observação permitiram detectar corpos com 0,19% da massa do Sol.
  • Sinais de discos de material foram encontrados ao redor de algumas dessas anãs.
  • Possivelmente, corpos de tamanhos planetários estão formando ao redor dessas anãs marrons.

Fontes

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