Ciência

NASA testa propulsão inovadora em satélite para futuras missões espaciais

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Demonstrada uma nova tecnologia que pode revolucionar o uso de combustível em voos espaciais

Imagem conceitual de satélite com sistema de propulsão dual funcionando no espaço
Imagem: NASA

Um pequeno satélite desenvolvido pela NASA passou por testes rigorosos para validar uma nova forma de propulsão, que promete tornar viagens no espaço mais eficientes e econômicas.

Segundo fontes da NASA, engenheiros do centro espacial em Huntsville, Alabama, realizaram uma série de testes ambientais e físicos em um satélite de alta tecnologia, na busca por uma nova abordagem na propulsão de veículos espaciais. O satélite, chamado ASCENT (Advanced Spacecraft Energetic Non-Toxic), tem o tamanho de uma caixa de sapatos grande e visa demonstrar um sistema de propulsão dual, que usa um único tanque de combustível para alimentar dois tipos de motores diferentes. Essa inovação poderia reduzir significativamente o peso e o volume necessário para a propulsão, abrindo espaço para mais instrumentos científicos ou para reduzir custos na hora de lançar novas missões.

Segundo o relato de Nehemiah Williams, gerente do projeto na NASA Marshall, a equipe enfrentou desafios diversos na integração e no teste da tecnologia. “Há muitos detalhes, pequenos desafios e alguns grandes obstáculos, mas garantir o funcionamento do sistema de propulsão em todos esses aspectos é o que define o sucesso da missão”, afirmou. A missão ainda não foi oficialmente confirmada e depende de outros testes, inclusive na própria preparação de lançamento.

Para garantir a segurança do sistema, os engenheiros fizeram testes rigorosos de vedação com gás hélio em ambiente de vácuo, simulando as condições do espaço. Além disso, o satélite passou por testes de controle de temperatura, colocando a estrutura em uma câmara que simula as temperaturas extremas do espaço, essenciais para verificar se todos os componentes eletrônicos e mecânicos resistiriam às condições de órbita.

Outro procedimento importante foi o teste de spin, que mede o equilíbrio da nave, assim como a roda de um carro é balanceada. Segundo a NASA, esses testes são vitais para assegurar que o satélite possa operar normalmente em órbita, sem riscos de instabilidade ou falhas no sistema de propulsão.

O projeto é uma parceria que envolve várias instituições, incluindo o Instituto de Tecnologia de Massachusetts, o Plasma Processes e o Instituto de Tecnologia da Geórgia, que contribuíram com os motores elétricos, o módulo de propulsão químico e a integração do satélite, respectivamente. Ainda não há uma data definida para o lançamento ou confirmação do uso dessa tecnologia em missões reais, pois o projeto está na fase de demonstração, cujo sucesso deve abrir caminhos para futuras aplicações espaciais.

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O que sabemos?

  • Engenheiros da NASA realizaram testes ambientais e físicos em um satélite de tecnologia avançada.
  • O satélite, chamado ASCENT, é uma demonstração de sistema de propulsão dual que usa um único tanque de combustível.
  • O sistema reduz peso e volume, permitindo mais espaço para instrumentos ou menor custo de lançamento.
  • Testes incluíram verificação de vedação, resistência a temperaturas extremas e equilíbrio de massa.
  • A missão depende de futuras confirmações e testes adicionais, ainda não oficializados pelo órgão.

Fontes

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