Ciência

NASA avança na missão LISA com novo telescópio de teste de alta precisão

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Esforço busca detectar ondas gravitacionais de baixa frequência no universo

Ilustração de satélites formando uma rede triangular no espaço, representando a missão LISA.
Imagem: NASA

A NASA aprimora sua contribuição para a missão LISA, um observatório espacial que vai investigar o universo através de ondas gravitacionais. Um novo telescópio feito de vidro cerâmico está em testes finais, rumo ao lançamento previsto para meados dos anos 2030.

A NASA está dando passos importantes na sua participação na missão LISA (Laser Interferometer Space Antenna), que visa criar um observatório espacial capaz de detectar ondas gravitacionais de baixa frequência. Segundo informações divulgadas pela própria agência, a próxima etapa envolve a produção e teste de um novo telescópio de alta precisão, feito inteiramente de um composto de vidro cerâmico chamado Zerodur, resistente a variações de temperatura.

De acordo com a NASA, o projeto inclui o design, montagem e integração deste telescópio, que recebeu o nome de Unidade de Teste de Engenharia. Este equipamento representa uma fase final antes da produção do hardware de voo, ou seja, os telescópios que viajarão ao espaço. Ainda segundo a agência, a contribuição faz parte de um esforço colaborativo com a ESA (Agência Espacial Europeia), que lidera a missão, prevista para ser lançada na metade da década de 2030.

O objetivo da missão é implantar uma constelação de três satélites que seguirão uma órbita próxima à Terra, formando uma gigantesca rede triangular com lados de aproximadamente 2,5 milhões de quilômetros. Cada satélite contará com dois telescópios que transmitirãp e receberão feixes de laser infravermelho entre si. Dessa forma, os satélites poderão detectar alterações mínimas nas distâncias entre eles, causadas pelas ondas gravitacionais que atravessam o espaço. Essas ondas, previstas por Albert Einstein em 1916, apenas recentemente começaram a ser observadas de modo mais preciso, após registros feitos por detectores terrestres em 2015.

Segundo Ira Thorpe, cientista do projeto na NASA, essas mudanças nas distâncias entre os satélites são extremamente pequenas, menores que a largura de um átomo de hélio. "Por meio dessas variações, o LISA será capaz de revelar um universo de ondas gravitacionais de baixa frequência que atualmente não podemos detectar com instalações em terra," ele explicou. A missão deverá permitir a observação de eventos cósmicos de grande escala, como fusões de buracos negros gigantes a bilhões de anos-luz de distância, além de mapear pares de anãs brancas, estrelas de nêutrons e buracos negros de massa estelar em nossa própria vizinhança cósmica.

Entre os componentes do sistema, cada satélite carregará uma massa de prova de ouro e platina, que ficará flutuando livremente. A missão é dedicada a evitar perturbações não gravitacionais nesse cubo, permitindo que ele caia apenas sob influência da gravidade, aspecto essencial para a detecção precisa das ondas. Ainda não houve confirmação de outros detalhes, e o clube responsável pelo desenvolvimento ainda não se pronunciou sobre futuras etapas concretas após os testes deste novo telescópio, aguardando também outros atos dessa fase de testes finais.

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O que sabemos?

  • A NASA está trabalhando na produção de um novo telescópio para a missão LISA.
  • O telescópio é feito de um composto de vidro cerâmico chamado Zerodur.
  • Este equipamento faz parte dos testes finais antes do lançamento da missão, previsto para meados dos anos 2030.
  • A missão LISA envolverá três satélites formando uma rede triangular de aproximadamente 2,5 milhões de quilômetros de lado.

Fontes

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