Ciência

Missão da NASA que estuda o Sol deve ser lançada em 2027 com tecnologia inovadora

Em apuração ?

Seis pequenos satélites vão acompanhar ondas de rádio solares em formação, ajudando na previsão de eventos perigosos para satélites e astronautas

Imagem ilustrativa de satélites em órbita perto do Sol
Imagem: Olhar Digital

A missão SunRISE, liderada pela NASA, prepara o lançamento de seis satélites em 2027 para monitorar o Sol de uma nova forma, promovendo avanços na previsão de fenômenos solares potencialmente prejudiciais.

Segundo informações divulgadas por fontes ligadas à NASA, uma nova missão prevista para 2027 pretende revolucionar o modo como observamos o Sol. A iniciativa, chamada SunRISE, envolve o lançamento de seis pequenos satélites, chamados SmallSats, que serão colocados em formação em uma órbita pouco acima da geoestacionária, a cerca de 35 mil quilômetros de altitude. O objetivo é criar uma espécie de radiotelescópio gigante composto pelos seis satélites, permitindo uma observação mais precisa das ondas de rádio geradas por partículas aceleradas na atmosfera solar, conhecida como corona.

De acordo com a fonte, o projeto está atualmente na fase final de montagem e testes, realizados no Space Dynamics Laboratory, na Universidade Estadual de Utah. Ainda não há confirmação oficial sobre a data exata do lançamento, mas a previsão é que a missão seja enviada ao espaço em meados de 2027, a bordo de um foguete Falcon Heavy, da SpaceX, em uma missão compartilhada com cargas patrocinadas pelo Space Systems Command, da Força Espacial dos Estados Unidos.

Os satélites terão aproximadamente o tamanho de um forno elétrico pequeno e atuarão de forma coordenada, formando um sistema capaz de detectar sinais de rádio que chegam à Terra antes das partículas energéticas solares, que podem representar risco para satélites em órbita e para astronautas no espaço. Segundo especialistas, essa capacidade de previsão antecipada é importante, pois permite que as agências possam se preparar para eventos extremos solares, os chamados eventos de partículas aceleradas, que podem causar danos ou interrupções em equipamentos espaciais e comprometer missões humanas no espaço.

O projeto, considerado uma "Missão de Oportunidade" pela NASA, faz parte do programa Explorers, gerenciado pelo Goddard Space Flight Center, em Maryland. A investigação científica será liderada pela Universidade de Michigan, enquanto o projeto em si é gerenciado pelo JPL, do California Institute of Technology, em Pasadena, Califórnia. Ainda não há declarações oficiais completas sobre os detalhes da missão ou a data exata do lançamento, e o próprio clube NASA não se pronunciou oficialmente até o momento.

Segundo fontes, a iniciativa visa ampliar a capacidade de previsão de eventos solares extremos, ajudando a proteger satélites e astronautas de perigos que podem incluir tempestades solares e suas partículas altamente energéticas. A tecnologia desenvolvida nesta missão pode representar um avanço importante na área de observação solar e na mitigação dos riscos espaciais, segundo especialistas ligados ao projeto.

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O que sabemos?

  • A missão SunRISE será lançada em 2027.
  • Seis pequenos satélites formarão um radiotelescópio em formação.
  • Os satélites ficarão em órbita a cerca de 35 mil km de altitude.
  • O objetivo é monitorar ondas de rádio de partículas energéticas solares.
  • A previsão de lançamento é para meados de 2027, a bordo de um foguete Falcon Heavy, da SpaceX.

Fontes

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