Ciência

Astrônomos usam imagem do Hubble para entender a matéria escura no universo

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Nova imagem captura um fenômeno de lentes gravitacionais que ajuda a explorar os mistérios do cosmos.

Imagem de uma galáxia em espiral com efeito de lente gravitacional ao redor, capturada pelo telescópio Hubble.
Imagem: NASA

Uma galáxia em forma de barra espiral foi registrada pelo telescópio Hubble, revelando um raro fenômeno de lente gravitacional. A observação pode contribuir para avanços no estudo da matéria escura e da massa das galáxias.

Segundo a NASA, uma das imagens mais detalhadas feitas pelo telescópio Hubble mostra uma gigante galáxia em espiral barrada, localizada a aproximadamente 4,5 bilhões de anos-luz de distância. A imagem não só exibe essa galáxia, que tem uma estrutura semelhante à nossa Via Láctea, mas também revela um fenômeno conhecido como lente gravitacional, que é fundamental para entender componentes invisíveis do universo.

Na parte inferior direita da imagem, há uma galáxia de fundo, situada a cerca de oito bilhões de anos-luz de distância, que aparece distorcida e ampliada por um efeito causado pela gravidade da galáxia em primeiro plano. Essa configuração, chamada de par de arcos, ocorre quando a luz de uma galáxia distante passa por uma galáxia mais próxima, cujo campo gravitacional atua como uma lente gigante. Uma das formas de identificar esse fenômeno é a aparição de um arco maior e outro menor, uma imagem invertida da mesma galáxia de fundo.

Segundo a agência espacial, quanto mais massiva é a galáxia à frente, maior é o efeito de lente, que distorce a brilho e a forma da galáxia escondida. Estudando essas deformações, os pesquisadores podem estimar a quantidade de massa na galáxia frontal, incluindo uma grande porção de matéria invisível chamada matéria escura. Como a matéria visível não explica totalmente a distorção observada, essa metodologia ajuda a determinar quanto de matéria escura há nessas galáxias, uma questão central na cosmologia moderna.

A imagem também mostrou uma pequena galáxia espiral ao lado da maior, possivelmente uma galáxia satélite, semelhante às chamadas Nuvens de Magalhães que orbitam a Via Láctea. Além das galáxias, há também algumas estrelas dispersas na primeira camada da observação, mas elas não comprometem o foco principal da análise, que é a interação gravitacional entre esses corpos celestes.

Segundo a fonte, o estudo dessas lentes gravitacionais é fundamental para entender a composição do universo. O uso conjunto dos telescópios Hubble e o futuro telescópio Roman, que opera principalmente na faixa do infravermelho com uma visão mais ampla, permitirá uma análise mais detalhada dessas distorções e, assim, avançar na compreensão do papel da matéria escura e da massa total das galáxias. Ainda não há confirmação oficial de que tais estudos serão aplicados diretamente em projetos específicos, mas a expectativa é grande entre os cientistas.

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O que sabemos?

  • Imagem do Hubble mostra uma galáxia em forma de barra espiral junto a um fenômeno de lente gravitacional.
  • O efeito de lente acontece por causa da gravidade de uma galáxia à frente, distorcendo a luz de uma galáxia de fundo.
  • A galáxia em primeiro plano está a cerca de 4,5 bilhões de anos-luz de distância; a de fundo, nearly 8 bilhões de anos-luz.
  • Estudos de lentes gravitacionais ajudam a estimar a quantidade de matéria escura nas galáxias.

Fontes

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