Ciência

Estudo revela diferenças epigenéticas entre cães de porte grande e pequeno

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Pesquisadores americanos analisam envelhecimento canino para compreender mais sobre longevidade

Imagem de cães de diferentes tamanhos voltados para a câmera
Imagem: Jornal da USP

Quase 900 cães de várias raças participaram de pesquisa que investiga a relação entre tamanho, envelhecimento e expressão genética. Os resultados sugerem que cães grandes podem envelhecer mais rápido por fatores epigenéticos.

Segundo pesquisa conduzida por cientistas americanos e divulgada na revista Science, estudos com quase 900 cães de diferentes raças indicam que cães de porte grande tendem a envelhecer mais rápido do que os pequenos, uma hipótese que reforça a ideia de que tamanho influencia processos biológicos relacionados à longevidade. A pesquisa faz parte do Dog Aging Project, que acompanha cerca de 55 mil tutores e seus pets, por meio de questionários de saúde e análises de sangue. A maior parte dos dados utilizados na análise foi obtida a partir de 1.640 metilomas, ou seja, a avaliação de como os genes são expressos ou silenciados por modificações químicas sem alterar o DNA. Segundo Mayana Zatz, diretora do Centro de Estudos do Genoma Humano e Células-Tronco da USP, o estudo examina a epigenética — área que estuda essas modificações —, especialmente no que dizem respeito ao relógio biológico dos cães. "Quando um grupo chamado metil é adicionado a um gene, ele é silenciado; quando esse grupo é retirado, o gene fica ativo", explica. A análise busca entender se esses padrões epigenéticos, que têm relação direta com o envelhecimento, podem revelar por que cães grandes vivem menos do que os menores. Ainda não há uma confirmação oficial de que esses mecanismos sejam exatamente iguais em humanos, mas a pesquisadora revela que há interesse em comparar esses resultados com estudos semelhantes feitos em humanos, especialmente nos centenários. A pesquisa, ainda sem confirmação oficial de que esses padrões se aplicam a todos os cães ou a humanos, destacou que a expressão genética está relacionada ao envelhecimento precoce dos cães grandes, o que pode ajudar a entender fatores de longevidade na espécie — além de abrir possibilidades para futuras intervenções. O estudo também reforça a observação popular de que as fêmeas vivem mais do que os machos, embora essa questão ainda não esteja completamente esclarecida no projeto. Até o momento, a pesquisa traz novos dados sobre a influência do tamanho na biologia dos cães, mas os resultados finais ainda não foram publicados oficialmente, aguardando confirmação de outras fontes e aprofundamento da análise.
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O que sabemos?

  • Cães de porte grande parecem envelhecer mais rápido que os pequenos.
  • A pesquisa avaliou quase 900 cães de várias raças.
  • Estudo faz parte do Dog Aging Project, que acompanha 55 mil tutores.
  • Análise focou em modificações epigenéticas chamadas metilomas.

Fontes

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