Ciência

Fóssil de dinossauro preservado por mordida revela detalhes surpreendentes sobre a pele de criaturas pré-históricas

Em apuração ?

Descobertas mostram como a pele de um dinossauro de 60 milhões de anos foi preservada após ataque de réptil antigo

Fóssil de um dinossauro com marcas de mordidas preservadas na pele
Imagem: CNN Brasil

Um fóssil de um Edmontossauro, um dinossauro herbívoro que viveu há mais de 60 milhões de anos, apresenta marcas de mordidas que ajudaram a entender como sua pele foi preservada por milênios. A pesquisa, ainda não confirmada oficialmente por outras fontes, revela detalhes inéditos sobre a preservação de tecidos moles na pré-história.

Segundo informações ainda não confirmadas oficialmente, a descoberta de um fóssil de um Edmontossauro no Estados Unidos trouxe insights inéditos sobre como a pele de dinossauros pode sobreviver por milhões de anos. O esqueleto de um desses animais, que tinha cerca de 7 metros de comprimento e era um herbívoro que se alimentava de plantas, foi encontrado com marcas de mordidas e cortes de um réptil antigo, possivelmente relacionado a um parente dos crocodilos. Segundo a fonte, a análise dessas marcas indica que o dinossauro foi ferido durante sua vida e que esses ferimentos podem ter contribuído para sua preservação, ao permitir que gases e líquidos ranquesse a decomposição, facilitando o processo de mumificação natural da pele.

De acordo com um estudo conduzido pela Universidade do Tennessee, a especialista Stephanie Drumheller-Horton, que atuou na pesquisa, explicou que as marcas de mordida no braço do animal vieram de uma criatura maior, e que ainda não há certeza sobre se esses ferimentos levaram à morte do dinossauro ou se foram feitos por caçadores após sua morte. O fato de sua pele ter sido exposta por um tempo suficiente na superfície, ao invés de ser rapidamente soterrada, teria permitido que ela sofresse mordidas de outros répteis, o que ajudou na sua preservação. Ela afirmou que a pele naturalmente mumificada dessa forma pode durar semanas ou meses, especialmente em ambientes úmidos, dando maior chance de que fosse enterrada e fossilizada posteriormente.

Pesquisas complementares sugerem que a pele desse hadrossauro apresentava escamas pontiagudas e características parecidas com cascos, que eram formadas por uma fina camada de argila sobre camadas mais duras de arenito. Essa arenita aderiu ao corpo do dinossauro enquanto ele se decompunha, formando moldes naturais e preservando detalhes do tecido mole. Essas descobertas ajudam a aprofundar o entendimento sobre as condições que favorecem a preservação de tecidos moles na fossilização, um campo de estudo importante para reconstruir a aparência de criaturas há milhões de anos.

Ainda segundo a organização responsável pela pesquisa, as características físicas do Edmontossauro, como uma crista na cabeça, dedos envoltos em uma “luva” de carne com casco e bicos ásperos, estão sendo melhor compreendidas graças a esses achados. A combinação de mordidas, decomposição controlada e a formação de moldes com argila ajuda a explicar como partes delicadas dos dinossauros, que normalmente se deterioram rapidamente, podem ser preservadas por tanto tempo, oferecendo uma janela única para o passado. A pesquisa, cujo relato foi feito com base em informações da CNN Internacional, ainda aguarda confirmação de outras fontes.

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O que sabemos?

  • Fóssil de um Edmontossauro de 7 metros foi encontrado com marcas de mordidas.
  • As marcas de mordida vieram de um réptil antigo, provavelmente relacionado a crocodilos.
  • A pele foi preservada por uma combinação de fatores, incluindo a mordida que facilitou sua mumificação.
  • O fóssil revela detalhes sobre a estrutura da pele e o processo de fossilização de tecidos moles.
  • Estudos sugerem que a pele ficou exposta na superfície por tempo suficiente para sofrer mordidas antes da fossilização.

Fontes

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