Ciência

Fitas da Apollo 11 vendidas por quase R$ 10 milhões revelam registro original da missão lunar

Em apuração ?

Acervo escondido por décadas foi arrematado por cifra milionária em leilão de Nova York

Fitas antigas relacionadas à missão Apollo 11 sendo exibidas em uma sala de digitalização
Imagem: Aventuras na História

Fitas magnéticas descartadas pelo governo dos EUA, contendo imagens inéditas da primeira caminhada na Lua, foram vendidas por cerca de R$ 9,7 milhões. O material, que ficou guardado por mais de 40 anos, traz registros de alta qualidade e com detalhes superiores às transmissões televisivas originais.

Uma descoberta surpreendente envolvendo as gravações da missão Apollo 11 trouxe à tona um acervo que, por muito tempo, permaneceu oculto para o público e a comunidade científica. Segundo informações divulgadas pelo site Aventuras na História, fitas magnéticas descartadas pelo governo dos Estados Unidos em 1976, que chegaram a ser adquiridas por um estudante de engenharia na época, ganharam nova notoriedade após serem leiloadas por cerca de R$ 9,7 milhões. Este valor corresponde aos US$ 1,82 milhão pagos na Sotheby’s, casa de leilões de Nova York, em 2019, data que coincide com os 50 anos do voo que levou Neil Armstrong e Buzz Aldrin até a superfície lunar.

Segundo a fonte, o ex-estagiário da NASA na década de 1970, Gary George, comprou em 1976 aproximadamente 1.150 fitas descartadas pelo governo americano por um valor irrisório de US$ 217,77, algo próximo a R$ 835 na época. A intenção inicial dele era revender esses rolos para emissoras de televisão locais, aproveitando a possibilidade de reuso das mídias. No entanto, um conselho do seu pai mudou esse destino. Ao perceber que três desses rolos tinham a etiqueta “APOLLO 11 EVA | July 20, 1969 REEL 1–3”, George decidiu preservar essas fitas, que permanecem em seu acervo particular até hoje.

Durante décadas, as fitas não foram reproduzidas devido à escassez de equipamentos compatíveis com o formato antigo. O ponto de virada aconteceu em 2008, quando George soube que a NASA procurava por gravações originais do evento. Após localizar um estúdio especializado para digitalizar as fitas, ele constatou que se tratava de registros de primeira geração da caminhada lunar, com imagens de alta qualidade que capturavam momentos inesquecíveis — incluindo a colocação da bandeira norte-americana, a coleta de amostras e o diálogo entre os astronautas e o então presidente Richard Nixon. Essas imagens eram superiores às transmissões de TV de 1969, que passaram por processos de conversão de sinal que causaram perda de nitidez e contraste, explica a reportagem.

Após guardar as fitas por mais de 40 anos, e tendo reproduzido o material apenas três vezes, George colocou as fitas à venda e elas foram adquiridas por um valor que as transformou em um dos registros mais valiosos da história espacial. O fato reforça o valor de memórias físicas da exploração humana e levanta possibilidades futuras de acesso a detalhes inéditos da missão Apollo 11, ainda não confirmadas oficialmente, já que a identidade do comprador permanece sob sigilo. O conteúdo, considerado de alta relevância, promete oferecer uma nova perspectiva sobre um dos feitos mais emblemáticos do século XX, especialmente por sua qualidade superior às imagens já conhecidas pelos especialistas e entusiastas do espaço.

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O que sabemos?

  • Fitas descartadas pelo governo dos EUA em 1976 foram compradas por US$ 217,77.
  • Gary George, estudante de engenharia na época, adquiriu as fitas.
  • As fitas tinham etiquetas relacionadas à missão Apollo 11, de julho de 1969.
  • Em 2008, ao buscar por registros originais, George digitalizou o material.
  • As fitas revelam registros de primeira geração da caminhada lunar, com imagens de alta qualidade.

Fontes

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