Ciência

Estudo revela causas do desaparecimento do auroque, antigo gado europeu

Em apuração ?

Pesquisas apontam fatores ambientais e humanos na extinção da espécie ancestral

Imagem ilustrativa de um auroque em seu habitat ancestral
Imagem: Aventuras na História

Uma pesquisa internacional analisou as razões por trás do desaparecimento do auroque, um gado que habitou a Europa e outras regiões até o século XVII. Novas evidências apontam para uma combinação de mudanças ambientais, perda de diversidade genética e caça humana como principais fatores.

Segundo uma fonte acadêmica, uma equipe de pesquisadores de várias partes do mundo, liderada pela Universidade de Lund, na Suécia, realizou um estudo detalhado para entender por que o auroque, um antigo gado selvagem que povoou vastas áreas da Europa, Ásia e Norte da África, desapareceu completamente. Esses animais, que chegaram a colonizar a Escandinávia cerca de 11.700 anos atrás, só deixaram de existir oficialmente no século 17. A pesquisa, publicada na revista The Holocene, sugere que múltiplos fatores contribuíram para essa extinção, desmistificando a ideia de que um único motivo foi responsável pelo desaparecimento.

Segundo a fonte, os auroques sofreram uma forte redução populacional, conhecida na ecologia como gargalo populacional, durante sua migração para a Escandinávia. Isso teria causado uma diminuição na diversidade genética da espécie, dificultando sua adaptação às mudanças ambientais. Além disso, as regiões onde a espécie ficou presa, especialmente na Suécia, sofreram um intenso impacto da caça por parte dos humanos, o que acelerou o declínio populacional. Os pesquisadores ainda apontam que, na parte sul da Suécia, os auroques continuaram presentes em números menores até pelo menos 6.500 anos atrás, devido às transformações naturais nas florestas.

Antes, acreditava-se que o isolamento genético da população na Escandinávia teria ocorrido há cerca de 10 mil anos, após o fim da última era glacial. No entanto, o estudo revela que esse isolamento só aconteceu quando a ponte terrestre que ligava a continente europeu à região foi inundada, aproximadamente há 8.000 anos. Segundo Mikkel-Holger S. Sinding, professor associado da Universidade de Copenhague e autor principal do estudo, “a diversidade genética do auroque diminuiu conforme a espécie avançava para o norte, de maneira que a população ficou cada vez mais vulnerável”. Essa redução de diversidade genética é um exemplo clássico de gargalo na evolução, quando uma espécie perde grande parte de sua variabilidade genética em um período curto.

Ainda de acordo com a análise, a combinação de fatores naturais e humanos foi decisiva para o desaparecimento. O que reforça que as espécies raramente desaparecem por uma única causa, mas por um conjunto de pressões. A principal conclusão é que os planos de conservação de espécies ameaçadas devem considerar esses múltiplos fatores de estresse ao mesmo tempo, para aumentar as chances de sobrevivência de populações em risco.

Segundo as fontes, os estudos sobre o assunto ainda estão em andamento, e outras pesquisas podem aprofundar ainda mais o entendimento sobre a extinção do auroque. Ainda não há confirmações oficiais de que essa descoberta esteja completamente esclarecida, mas ela já traz uma nova perspectiva para o que se sabia até então sobre essa espécie ancestral.

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O que sabemos?

  • O estudo foi conduzido por uma equipe internacional liderada pela Universidade de Lund.
  • A publicação foi na revista The Holocene.
  • A espécie auroque desapareceu no século 17.
  • A queda populacional e a caça humana foram fatores importantes.
  • A diversificação genética da espécie foi reduzida ao longo do tempo.

Fontes

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