Ciência

Buracos negros supermassivos podem afetar a formação de estrelas em galáxias, revela estudo

Em apuração ?

Energia dos jatos de buracos negros pode ‘matar’ galáxias ao impedir o nascimento de novas estrelas

Ilustração de um buraco negro emitindo jatos de plasma em uma galáxia
Imagem: Olhar Digital

Pesquisadores descobrem como os buracos negros supermassivos influenciam as galáxias ao liberar jatos de plasma capazes de interferir no gás ao redor delas, reduzindo processos de formação de estrelas.

Um estudo recente revela que os jatos de plasma gerados pelos buracos negros supermassivos podem desempenhar um papel crucial na regulação da formação de estrelas em galáxias grandes, como a Via Láctea. Segundo informações divulgadas por uma fonte ainda não oficial, essa descoberta ajuda a esclarecer por que muitas galáxias não possuem um número maior de estrelas, apesar de conter vastos reservatórios de gás e poeira considerados matéria-prima para o nascimento de novos astros.

Segundo o relatório, grandes galáxias estão envoltas por uma extensa estrutura de gás e poeira chamada meio circumgaláctico. Durante períodos de maior atividade, esse material se desloca para dentro das galáxias e alimenta a formação de estrelas. Contudo, em algum momento, esse processo é interrompido, pois o gás deixa de esfriar e de se reunir para criar novas estrelas ou simplesmente para entrar na galáxia. É nesse ponto que os buracos negros supermassivos, que podem possuir massas equivalentes a milhões ou bilhões de vezes a massa solar, passam a exercer uma influência decisiva.

Apesar de serem relativamente pequenos em comparação à dimensão de suas galáxias — que podem conter centenas de bilhões de estrelas — esses buracos negros são capazes de despejar quantidades enormes de energia através de seus jatos de plasma e radiação. Segundo uma das pesquisadoras, eles conseguiram identificar pontos ao longo desses jatos onde o gás ionizado brilhava intensamente, indicando que o plasma atingia e atravessava aglomerados de gás ao redor das galáxias, transferindo energia ao ambiente.

Curiosamente, os efeitos mais fortes desses jatos são percebidos nas bordas externas das galáxias, onde eles entram em contato com o meio circumgaláctico, além na zona mais distante dessa estrutura, na região onde os jatos liberam maior quantidade de energia. Isso sugere que o impacto dos buracos negros não se limita ao núcleo da galáxia, mas pode atingir regiões muito distantes, influenciando a possibilidade de formação de estrelas nesses ambientes remotos. Uma das pesquisadoras comentou: “Mais do que tudo, o que me empolga é a escala dessa conexão. Um buraco negro é incrivelmente pequeno em comparação com uma galáxia, mas seu impacto pode alcançar centenas de milhares de anos-luz, penetrando nas regiões mais externas da galáxia. O jato transporta a energia para fora, e o gás brilha ao longo de seu caminho.”

Os pesquisadores acreditam que os resultados podem abrir uma nova forma de entender como os jatos dos buracos negros afetam suas galáxias, ajudando a responder por que elas não formam mais estrelas do que realmente fazem atualmente. O estudo completo foi publicado na revista The Astrophysical Journal Letters, mas ainda aguarda confirmações de outras fontes oficiais.

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O que sabemos?

  • Buracos negros supermassivos podem emitir jatos de plasma que influenciam galáxias.
  • Esses jatos transferem energia ao meio circumgaláctico, podendo impedir a formação de novas estrelas.
  • Os efeitos mais intensos ocorrem nas bordas externas das galáxias, onde o plasma encontra o gás ao redor.
  • A pesquisa usou dados de observatórios como o DESI e o LOFAR Two-meter Sky Survey.

Fontes

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